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Economia, Energia, Indústria, Minério, Multinacionais

Alunorte economiza energia

A Alunorte está colocando em operação, na sua fábrica de alumina em Barcarena, uma nova caldeira elétrica, com tecnologia mais moderna e maior capacidade, que lhe custou 42 milhões de reais. Inicialmente, a caldeira vai operar com energia comprada do mercado e permitirá a redução de 100 mil toneladas de CO2 por ano.

O projeto faz parte do compromisso da multinacional norueguesa Hydero, controladora da Alunorte (e da Albras, além da Mineradora Paragominas) de neutralizar as emissões de carbono até 2050, mudando a matriz energética da refinaria. A empresa estuda adicionar mais duas caldeiras elétricas, com expectativa de iniciar a operação em 2024, e investir em energia renovável por meio de joint-ventures e compras de longo prazo. Também está em andamento a substituição do óleo combustível por gás natural na usina.

No ano passado, a Hydro anunciou a decisão de investir R$ 1,3 bilhão em um projeto de implementação de gás natural na Alunorte. A empresa assinou contrato com a New Fortress Energy com o objetivo de receber fornecimento de GN por 15 anos. Com base nisso, a Alunorte está sendo preparada para a troca de combustível, investindo ainda mais na refinaria para adaptar o processo de calcinação e parte da geração de vapor para passar do óleo combustível ao gás natural como fonte de energia. Ele será iniciado no primeiro trimestre de 2022 e tem a previsão de entrar em operação em 2023, segundo a agência Canal Energia.

Outro estudo, em parceria com a Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Pará, é para uso do caroço de açaí como biomassa. O resíduo do açaí será misturado ao carvão mineral para uso como combustível nas caldeiras da Alunorte. Com duração de um ano e investimento de cerca de R$ 500 mil, a pesquisa analisará os requisitos técnicos e econômicos para uso do caroço em escala industrial, além de estudar o aspecto social e ambiental da biomassa como um combustível renovável, informa ainda a agência.

Em 2021, foi anunciada uma pesquisa sobre o uso de placas solares na mina de bauxita da Hydro em Paragominas. A UFPA realizará estudos com um sistema fotovoltaico flutuante em tanques de testes na área da mina. Um dos objetivos é possibilitar a redução da evaporação da água dos reservatórios da mineração, além de oferecer uma nova fonte de energia para atender parte do consumo próprio. O investimento inicial no projeto, com duração de dois anos, é de cerca de R$ 1 milhão.

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