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Esporte

Futebol: o campo é um picadeiro

O Paissandu pode aplicar uma goleada no Remo ou sofrer outra. As vitórias podem ser por placar magro ou elástico. Pode haver empate com muitos gols ou sem nenhum. Tudo é possível em mais um jogo do clássico por mais vezes disputado em todo mundo. Nenhum dos dois times tem um padrão de jogo, nem regularidade de desempenho. Ambos se igualam numa mediocridade espantosa. Quase impossível prever como se apresentarão. Melhor jogar na mega-sena.

Não consegui ver mais do que alguns minutos da partida de domingo passado. As jogadas acabavam no terceiro toque, no máximo. Se ensaiaram jogadas coletivas, os jogadores não conseguiram executá-las. É chutão pro alto e pegue quem for capaz. Mesmo o decantado goleiro do Remo, que não teve a oportunidade de mostrar suas qualidades de agarrador de bola, não sabe sair. Também chuta pra frente. O gol é produto do acaso. Ou da necessidade.

Mais do que tudo, impressiona a frieza dos jogadores. Na maioria do tempo, desfilam pelo gramado, sem gana de fazer gol ou empenho em evitá-lo. Quase indiferentes à partida. Sem qualquer compromisso com a camisa que vestem (inclusive porque os trajes vivem a ser mudados e as cores mais estapafúrdias surgem no lugar do azul e do alviceleste.

Parece espetáculo de circo. Com palhaço não fantasiado, que torce fora do campo vendo o invisível: o seu time do coração – e de sofrimento. Uma confraria de mercenários.

Discussão

8 comentários sobre “Futebol: o campo é um picadeiro

  1. Perfeito teu comentário. Eu não assisto mais, estava em outro jogo.

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    Publicado por ADEMAR A DO AMARAL | 6 de abril de 2022, 19:55
  2. Me recuso a assistir. São jogadores vindos de todos os lugares, através de espertos empresários. São perdedores que agora estão na Série C. Ficam amedrontados ao encontrar um estádio cheio, o que impressionantemente ainda acontece aqui. Não têm nem técnica, nem amor à camisa. É mais um contrato, que deve durar uns três meses e já estarão em outra cidade, dando as mesmas respostas às mesmas perguntas. Nossa crônica esportiva é heróica ao conseguir manter o interesse desses apaixonados torcedores. Estes, vivem a torcer pela derrota do outro, não pela vitória do seu. Aí as “encarnações” estão garantidas no dia seguinte.

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    Publicado por Edyr Augusto | 6 de abril de 2022, 21:14
    • Perfeito, Edyr. Só discordo da expressão “heroica” aplicada à crônica esportiva. Para motivar a torcida, ela fantasia. Com isso, repete-se aos milhares aquela cena que eu via quando ia ao estádio, em tempos antediluvianos: o torcedor confiava mais no que ele ouvia o “speaker” dizer, através do radinho de pilha colado ao ouvido. do que pelos seus próprios meios de visão, audição e compreensão.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 7 de abril de 2022, 08:21
  3. Desta vez deste uma de mãe Diná. Cada um desses galos só sabe cantar no seu terreiro. Como disse um remista, ganhemo, mas perdemo. Ambos na série C, vem mais RE x PA por aí.

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    Publicado por ADEMAR A DO AMARAL | 7 de abril de 2022, 06:21
  4. Mesmo com apagão de falta de educação, deu Leão na final do Parazão.

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    Publicado por Cliff | 7 de abril de 2022, 12:29
  5. As atuações de Remo e Paysandu estão longe de posições compatíveis com suas tradições. Os dois times estão que nem o general Pirro: uma vitória a mais e eles estão lascados. Posso não ter tido a oportunidade de viver esse tempo, mas pelo que ouço de gente muita mais velha que eu, o futebol paraense já foi bem melhor.

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    Publicado por igor | 7 de abril de 2022, 18:52

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