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Agricultura, Agronegócio, Índios, Economia, Imprensa, Terras

Jornalismo ou negócio comercial?

O Liberal publicou hoje, com grande destaque, declaração do presidente da Associação Indígena Tembé de Tomé-Açu. Paratê Tembé disse que “comunidades indígenas e quilombolas” se reuniu em um dos polos de plantio de dendê da Brasil BioFuels, no Acará, foram recebidas a bala pelos seguranças da BBF. No parágrafo seguinte da matéria, Paratê diz que os integrantes “da comunidade” (no singular), ao passarem em frente ao polo, “os seguranças ameaçam atirar”.

Assim, o mesmo personagem diz e desdiz, afirma e se desmente. Afinal, foram dados tiros ou o que houve foi a ameaça dos seguranças de atirar nos integrantes da comunidade (provavelmente, indígena, sem quilombolas).

O relato da empresa, em nota que, desta vez, o jornal publicou, é de que, na madrugada de ontem, “foi invadida por 50 pessoas encapuzadas que intimidaram os trabalhadores [não especifica se eram os seguranças] atirando para todos os lados e causando pânico entre os colaboradores. Os invasores [não identificados, talvez por estarem com os rostos cobertos] incendiaram três ônibus, vários carros, destruíram tratores, maquinários e depredaram o imóvel da empresa. Todos os bens que eles não destruíram acabaram por roubar. Levaram vários tratores, computadores e outros materiais da sede e dos alojamentos”.

O conflito é antigo e grave. Decorre de problemas na titularidade dos imóveis que a BBS considera seus e na relação com as comunidades em torno do seu vasto empreendimento, além de questões trabalhistas e sociais. Não se tem notícia de mortes ou de agressões físicas. A tensão está no ar. As autoridades públicas falham na sua correta apuração e nas medidas eficazes para acabar com o conflito.

A atuação de O Liberal na cobertura desse acontecimento tem sido extremamente negativa. Há fortes indícios de que o jornal da família Maiorana faz campanha contra aqauelas empresas do polo de dendê do Pará, que tem significação internacional, como a BBF e a Agropalma, por não fazerem publicidade no jornal ou terem com a sua direção conflitos ou pendências comerciais. Haveria, portanto, razões não jornalísticas para essa campanha.

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