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Índios, Biodiversidade, Ciência, Ecologia, Economia, Estrangeiros, Floresta

O pulo do sapo

(Cientistas e estudiosos da Amazônia debaterão o futuro da Amazônia, a partir de Nova York, como num salto de sapo, conforme a expressão em inglês da ciência econômica, o  Leapfrogging. Conseguiríamos nós, em terra de sapo, sair da postura atribuída no dito popular, de cócoras, e dar esse salto sob nosso controle? Reproduzo informações fornecidas pelos organizadores da conferência)

Lar de mais de 400 povos indígenas, a Amazônia tem mais espécies de animais e plantas do que qualquer outro ecossistema e é um grande sumidouro de carbono que permanece ameaçado. A Amazônia brasileira é um ponto crítico de crises climáticas e de biodiversidade e um nexo crítico na luta pela mudança de verde do planeta. 

De 5 a 6 de maio de 2022, o Brazil LAB da PIIRS, o High Meadows Environmental Institute e a Princeton School of Public and International Affairs sediarão a conferência Amazonian Leapfrogging para visualizar esforços concretos para proteger a Amazônia para o Brasil e o planeta. Sem a conservação da Amazônia, as chances de cumprir os compromissos do Acordo de Paris correm grande risco.

Acadêmicos e estudantes de Princeton envolverão cientistas brasileiros, ativistas ambientais, especialistas em políticas, inovadores de negócios e empreendedores sociais para explorar soluções baseadas na natureza que promovam a conservação ambiental e o desenvolvimento socioeconômico da Amazônia brasileira.

O jovem líder indígena Txai Suruí– que representou os povos amazônicos do Brasil na COP 26 em Glasgow – discursará na abertura da conferência na quinta-feira, 5 de maio. Ela enfatizará a necessidade de ouvir a Terra enquanto tentamos “abrir diferentes caminhos para a mudança global agora”. 

As duas primeiras sessões da conferência na tarde de quinta-feira (14:00-18:00) serão abertas à comunidade maior de Princeton e transmitidas ao vivo no canal do YouTube do Brazil LAB. As sessões transmitirão a atual situação terrível da floresta tropical (em termos de emergência climática, desmatamento e megaincêndios, perda de biodiversidade e vulnerabilidade social) e delinearão os drivers para um salto ambiental e socioeconômico. 

No segundo dia da conferência (não aberta ao público), os participantes convidados avaliarão as descobertas de pesquisas ambientais, sociais e políticas de ponta desenvolvidas por nossos colegas brasileiros por meio da iniciativa Amazônia 2030 (um resultado da nossa primeira conferência Amazonian Leapfrogging no outono de 2019). Juntando acadêmicos brasileiros e de Princeton, essas sessões são estruturadas em torno dos seguintes temas-chave: Combatendo o Desmatamento Amazônico ; Biodiversidade e Restauração Florestal ; Combate à Pobreza e à Violência ; Ampliação das Bioeconomias Amazônicas ; Desenhando Infraestruturas e Aproveitando Investimentos para uma Amazônia Florescente; o futuro da floresta tropical nas urnas.

Amazonian Leapfrogging é organizado em conjunto com a iniciativa brasileira  Amazônia 2030 e é co-patrocinado pelo Centro Universitário de Valores Humanos e pelo Programa de Estudos Latino-Americanos.

Programação da abertura

14h45-16h | O nexo amazônico na mudança verde do planeta

  • Tasso Azevedo, Ambientalista, Empreendedor Social e Coordenador do MapBiomas
  • Stephen Pacala, Professor Frederick D. Petrie em Ecologia e Biologia Evolutiva, Universidade de Princeton
  • Ane Alencar, Diretora de Ciência, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM)
  • Marina Hirota, Professora Adjunta de Meteorologia, Universidade Federal de Santa Catarina/Serrapilheira)
  • Moderador: João Biehl, Diretor do LAB Brasil e Susan Dod Brown Professor of Anthropology, Princeton University

16h30-18h | Drivers para um salto amazônico

  • Juliano Assunção, Professor de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e Diretor Executivo do escritório carioca da Climate Policy Initiative
  • Beto Veríssimo
  • Debatedores: Jennifer Widner, Professora de Política e Assuntos Internacionais, Universidade de Princeton; e Armínio Fraga (Gávea/IEPS/IMDS)
  • Moderadora: Adriana Petryna, Professora e Diretora do MD-Ph.D. Programa em Antropologia, Universidade da Pensilvânia

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