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Economia, Política

Tempestade no horizonte

Quem já passou por uma hiperinflação, como os brasileiros com mais de 40 anos, sabe que o mal não pode ser medido apenas pelas estatísticas. É uma doença psicossomática. Componente fundamental da sua evolução é o estado de espírito da população. A carestia sai do controle oficial quando os atores sociais procuram se antecipar ao aumento do custo de vida majorando os preços. Mudar os rumos a partir daí é tarefa para titãs. E não se vê nenhum na poluída atmosfera pública do Brasil.

Discussão

2 comentários sobre “Tempestade no horizonte

  1. Tudo isso acontece porque temos MiJair Bozonaro (que, depois de três anos de DESgoverno, não disse o que veio fazer no Planalto, por que veio e quanto tenta dizer isso, vira um Rolando Lero), o pior e mais incapaz e nocivo DESpresidente da história de 132 anos de República e pior chefe de Estado da história de 199 anos de País independente.

    Ainda assim, cerca de 25% da população brasileira consideram acertada a condução da economia pelo desgoverno Bolsonaro. Levando-se em conta que “apenas” 77% da população se encontra endividada, faz todo o sentido. Para o pobre que votou nesse cafajeste eu digo: sua vida piorou com ele e tem o DESpresidentr que merece.

    Eis os motivos: Há aproximadamente 26 anos, desde quando se fez o Plano Real, a inflação não se mantinha em patamar tão elevado e por tanto tempo. Igualmente, o consumo de proteína animal (carne, frango, peixe) não era tão baixo. E tem mais. Metade dos lares do Brasil encontra-se em situação de risco alimentar, ou seja, não come adequadamente e/ou nem sequer come todos os dias. Pior. A alimentação é de péssima qualidade – e quantidade.

    A lenha voltou à cozinha em substituição ao gás, as velas tomaram o lugar das lâmpadas e carroças, jumentos e bicicletas voltaram a circular pelas ruas de pobres pequenas e médias cidades do interior. Cerca de 13 milhões de pessoas não têm emprego, e algo como 50 milhões trabalham de forma temporária e/ou informal, sem contar os milhões de brasileiros que já nem procuram mais qualquer trabalho. E como se não bastasse o fato de a Ford do Brasil ter fechado as portas, nunca se fabricou e comprou menos carro como agora.

    O real é uma das três moedas que mais se desvalorizou nos últimos 2 anos, bem como, nossa inflação é uma das três maiores dentre as vinte economias desenvolvidas do planeta Terra. Aproximadamente 1/3 dos lares do País está inadimplente. Hoje, mais de 65 milhões de homens e mulheres Brasil afora possuem seus nomes inscritos nos cadastros negativos, como SPC/SERASA.

    Houve uma pandemia? Sim, houve. Há uma guerra na Europa? Sim, há. Mas o que essa porcaria de MiJair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, e sua equipe de aloprados fizeram para minorar os efeitos? Quais reformas? Quais políticas micro ou macro econômicas? Esse bando de Damares, Salles, Helenos, Araújos, Queirozes, Weintraubs, Pazuellos, Bragas Nettos, Guedes, Flavinhos, Ribeiros, Bananinhas, Silveiras, Carluxos, Zambelis, Kicis, Queirogas e sei lá mais quem não têm a menor ideia de nada.

    Tudo o que essa gente fascista sabe fazer é tumultuar o País; investir contra a democracia; atacar as minorias; passear pelo mundo com a nossa grana, e “levantar o moral” das tropas com viagra e prótese peniana. São um bando de lunáticos que ajudaram o coronavírus a matar 700 mil brasileiros; que roubam dinheiro público em bíblias e barras de ouro; que superfaturam vacinas e ônibus escolares. São racistas, homofóbicos, preconceituosos, intolerantes, desprovidos de moral e ética e o mínimo de conhecimento e cultura gerais. Cadê o tal posto Ipiranga, afinal. Aliás, cadê ao menos a extinção da porcaria da TV Lula a qual o Coiso prometeu, hoje Bolso TV, que dá traço de audiência, não tem utilidade pública nenhuma e torra mais de 500 milhões de reais todos os anos da sociedade? Vão colocar a culpa em quem? No PT, STF, Congresso, Satanás?

    Jamais houve – em tempo algum – um desastre de administração federal como a do amigão do Queiroz. Nem a estoquista de vento e saudadora da mandioca Dilma Rousseff e seu triênio recessivo chegaram perto. O devoto da cloroquina é único! Ainda assim, o Jaguara, seus ministros, sua base de apoio do Centrão – comprada através dos bilhões de reais do orçamento secreto e tratoraço – e os fanáticos bolsominions continuam mais preocupados com o Xandão e aborto. Continuam focados em tudo aquilo que não resolve nossos problemas – até porque não têm a menor ideia de como resolvê-los. Assim, caminhamos a passos largos e firmes para mais uma década perdida.

    Vença quem vencer em outubro, herdará quase 100 bilhões de reais em novos “papagaios” (acima dos 100 bilhões já estourados). Ou seja, são certos os juros altos, a queda de renda e mais inflação. Só mesmo o fantasma da cleptocracia lulopetista e uma dose cavalar de estupidez, de 25 a 30% do eleitorado, para manterem vivas as chances desse sociopata do DESpresidente ser reeleito (ou do Sapo Barbudo voltar ao poder). Haja estômago.

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    Publicado por Igor | 10 de maio de 2022, 09:18
  2. Evidentemente que não estamos em face de uma “inflação de demanda”. Esta é caracterizada pela formação de “renda sem produto”, ou seja, pelo excesso de moeda em circulação, do que resulta uma pressão de demanda que não consegue ser atendida pelo aparelho produtivo. O produto se torna escasso e se valoriza em relação à moeda. O preço sobe.

    Essa é a clássica situação que a doutrina neolib tanto deplora, e obsessivamente se dispõe evitar, mesmo quando não há a menor possibilidade de que ela ocorra.

    No Brasil de hoje, a demanda despencou. Dezenas de milhares de lojas, em todo o país, fecharam as portas, por falta de compradores para suas mercadorias. Não há excesso e sim escassez de demanda.

    Com as vendas despencando, numa economia em que a oferta é fortemente concentrada, não deve causar espanto que os preços se elevem. Com a demanda em depressão, a economia de escala vira pó. O custo unitário se eleva, porque tem que ser distribuído por quantidades menores. Aí, ou se reduz o lucro, ou se repassa o aumento do custo ao preço de venda. Advinha qual a escolha…

    Não se tem notícia de época ou lugar em que algo assim tenha sido solucionado pelo receituário neolib.

    Ao contrário, esse receituário só piora as coisas.

    Como no Brasil, por exemplo…

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    Publicado por Elias | 10 de maio de 2022, 12:23

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