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Economia, Política

Tempestade no horizonte (2)

Depois de assistir à palestra do Alex Fuste, economista global do Andbank, o amigo Rohan Lima me mandou as seguintes observações a propósito da minha nota sobre a inflação:

Ele fala que a inflação é um fenômeno global temporário.

Que os banco centrais ainda devem aumentar mais um pouco os juros, mas no horizonte de um ano, devem iniciar um movimento inverso.

Que os dois problemas mais graves do momento, guerra da Rússia/Ucrânia e Covid na China são circunstanciais.

A inflação causada pela alta de commodities agrícolas e metálicas, deve arrefecer.

Falou que cerca de 75% da crise já está nos preços.

Que pode piorar um pouco ainda, mas depois começa a melhorar.

Resumindo bastante, falou que é para quem não vendeu antes, não vender agora.

_________________

De minha parte, nada tenho a opor a esse diagnóstico sobre o componente externo da inflação no Brasil. Só acho que há uma fonte interna autônoma, que tem conexão com o que Bolsonaro faz como presidente da república, gerando caos, instabilidade, insegurança e incerteza.

Discussão

4 comentários sobre “Tempestade no horizonte (2)

  1. Se há uma fonte interna autônoma, que tem conexão com o que Bolsonaro faz (se é que o Coiso faz alguma coisa útil) como DESpresidente da república, gerando caos, instabilidade, insegurança e incerteza, essa fonte é ele mesmo. Enquanto isso o Jaguara defende que carne e gasolina brasileiras está barata, Pois é. Pra quem torra zilhões no cartão corporativo, usa auxilio-moradia pra “comer gente”, rouba até da cota parlamentar da gasolina, surrupia salário de assessor, trabalha (se é que trabalha) apenas 4 horas por dia, faz motociata milionária…

    Vejam bem: a insensibilidade de MiJair Bozonaro, o verdugo do Planalto, para não dizer pouco caso, com a dor alheia, é típica e própria dos sociopatas mais graves. Durante o auge da pandemia do novo coronavírus, assistimos a uma interminável lista de infâmias e impropérios, os mais variados e insensíveis possíveis, proferidos pelo devoto da cloroquina. Não é necessário lembrar as falas como “e daí?” e “deixem de mimimi”. Ou “vão chorar até quando e “bando de maricas”. Ou ainda, “não sou coveiro” e “se morrer, morreu” E nem vou aqui relembrar as mistificações, crendices e mentiras deliberadas a respeito das vacinas e do fictício tratamento precoce (comprovadamente pura charlatanice).

    A covid e a invasão da Ucrânia, pela Rússia, atingiram o mundo inteiro, mas o Brasil conta com uma terrível catástrofe adcional: o desgoverno aloprado, golpista, homicida, corrupto e absurdamente incompetente do amigão do Queiroz. Com tudo junto e misturado, o Brasil é um dos três piores países do mundo em inflação, juros e desemprego.

    Nesse manicômio federativo do Bananill, o dinheiro que falta para o povo abunda nos 1 porcento da população orçamento secreto, nos cartões corporativos, nas vacinas superfaturadas, nas propinas em bíblia e barra de ouro, nos privilégios de marajás dos setores público e privado, nas rachadinhas e nos quartéis, onde viagra, picanha, leite condensado, prótese peniana, cerveja premium e outros luxos, todos superfaturados, são itens servidos à fartura. Além, claro, da lei em benefício próprio, aprovada pelo DESpresidente, que entupiu o bolso dos milicos com centenas de milhares de reais, sem contar as pensões quase milionárias de seus dependentes, os quais, em sua maioria, nunca serviram tampouco prestaram serviço relevante à Pátria.

    Pois bem. A nova cruzada do patriarca do clã das rachadinhas, em prol do deboche e do descaso com o povo brasiliero, sobretudo o mais pobre, veio sob a forma de declarações do tipo: “a picanha no Brasil custa a metade do preço do Canadá” ( esqueceu que lá o salário é 12 vezes maior do que o daqui, que continua ó, do tamanho dos dedos do Prifessor Raimundo). Ou: “a gasolina aqui está até barata”. Bom, para quem não paga nada por isso, é barato mesmo.

    Nesta quarta-feira (11/5), por exemplo, o “mito” mitômqno escrachou de vez e mandou ver: “apesar da inflação e a questão dos combustíveis, na nossa terra os efeitos são menores”. Na boa, tem de ser muito, mas muito FDP mesmo, para dizer que ficar horas na “fila do osso”, para fazer sopa, cozinhar com lenha e iluminar a casa com velas são coisas menores. E sabe mesmo o que é menor, para o Bolso Canalha? A existência dele! O caráter dele (se é que tem)! A índole (se é que tem também)! A dignidade (microscópica)! O cérebro microscópico dele! Menores são as rachadinhas, os 90 mil reais em “micheques” de milicianos, as moto-corno-gado-burro-jegue-jumentociatas e os passeios milionários, o sigilo centenário cartão corporativo, os bilhões de reais em emendas secretas e tratores, as bíblias e barras de ouro de seus pastores corruptos e o auxílio moradia parlamentar ultilizado pra “comer gente”.

    Menor é a Presidência da República sob o comando de um golpista asqueroso. Menor é o indulto a um criminoso. Menor é superfaturar vacinas. Menor é comprar o Centrão e parte das Forças Armadas. Menor é nomear seus lacaios para as altas esferas do judiciário do País. Menor são as 700 mil mortes por Covid. Menor, por fim e principalmente, é a moral de quem ainda apoia e defende esse excremento humano.

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    Publicado por Igor | 13 de maio de 2022, 13:59
  2. Tem a ver com Bolsonaro/Guedes, porque eles mantiveram a política econômica de Temer/Meirelles, que mantiveram a política econômica de Dilma/Levy.

    É o velho lance de fazer mais, do mesmo, achando que vai produzir resultado diferente.

    Então… tá!

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    Publicado por Elias | 13 de maio de 2022, 14:23
  3. O economista global de um banco acha que os BCs devem aumentar um pouco mais as taxas de juros.

    É mesmo?!?!?! Mas que surpresa!!! (Até parece que, algum dia, um economista de banco já pediu pra baixar taxa de juros…).

    Claro que as taxas de juros vão aumentar! Pelo menos no Brasil, vão aumentar. Já estão aumentando, e nada faz crer que isso vai parar onde está.

    Aliás, é bom lembrar que, mesmo quando a Selic foi abaixada a martelo (e bota martelo nisso!), a taxa de juros ao consumidor se manteve onde sempre esteve: nas alturas!

    O que me faz lembrar uma tirada que o Joelmir Betting sempre usava, a propósito de outra coisa. Dizia ele: “Quando há escassez de produtos agrícolas, o preço sobe, mas não necessariamente para o produtor. Quando há abundância, o preço cai, mas não necessariamente para o consumidor.”

    Isso serve como uma luva, ao sistema financeiro brasileiro.

    Na recepção de alguns campos de extermínio nazistas — no exato local onde o fluxo de infelizes se bifurcava, separando aqueles que iam morrer imediatamente, dos que iriam morrer um pouso depois, explorados no trabalho escravo — por vezes havia um cartaz com o típico humor negro alemão. Dizia o cartaz: “Para a esquerda, tu perdes; para a direita, eu ganho”.

    No Brasil, o pessoal da banca ganha sempre. Certa vez, o banqueiro Moreira Salles disse que os ganhos dos banqueiros brasileiros eram — como ainda são — absolutamente imorais. Ele disse que tinha até vergonha de dizer o quanto ele ganhava (mas não sei se ele pegou um pouco dessa imoralidade e dividiu com quem nada tinha).

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    Publicado por E | 13 de maio de 2022, 15:21

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