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Governo, Polícia

Pensão do PM que morreu em serviço

O 3º sargento da Polícia Militar Ivanildo Santos de Freitas morreu em 3 de novembro de 2013, “em decorrência do exercício da atividade policial-militar”. Quase nove anos depois, saiu o decreto (publicado hoje no Diário Oficial, mas datado de 14 de fevereiro este ano) que concedeu à viúva, Flávia Consolação Fernandes, a pensão mensal de R$ 1.704,30, a contar de 13 de março de 2020.

Reproduzo o artigo do decreto do governador Helder Barbalho que contém a base de cálculo da pensão:

Art. 2o A Pensão Policial-Militar mencionada corresponde ao soldo e demais vantagens da graduação de 3o SGT PM a que foi promovido “post-mortem”, assim discriminados:

Soldo…………………………………………………………………….R$ 747,50

Gratificação de Risco de Vida (70%)…………………………………R$ 523,25

Gratificação de Habilitação do Policial Militar (20%)……………..R$ 149,50

Gratificação Tempo de Serviço Militar (20%)………………………R$ 284,05

Provento Mensal………………………………………………………R$ 1.704,30

Parágrafo único. A Pensão Policial-Militar de que trata este artigo será reajustada com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, na data-base de 1o de janeiro.

Discussão

24 comentários sobre “Pensão do PM que morreu em serviço

  1. milico bom é milico morto!

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    Publicado por felipe puxirum | 21 de setembro de 2022, 11:56
    • O absolutismo é uma praga. O cidadão morreu em serviço. Ele tinha uma família, que passou por uma via crucis para ganhar por mês o que certas autoridades gastam numa ida a restaurante,

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 21 de setembro de 2022, 12:05
      • Exatamente, Lùcio. Meus parabéns pela defesa da família de um servidor público mal remunerado, na labuta pesada de enfrentamento da criminalidade. Parabéns.

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        Publicado por Rafael Araújo | 21 de setembro de 2022, 15:32
      • Morto na labuta pesada, somente para esclarecer.

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        Publicado por Rafael Araújo | 21 de setembro de 2022, 15:33
      • a violência desses bandidos de farda é uma praga também, só pode fara assim quem já sofreu nas mãos destas misérias humanas e ninguém denunciou, me defendeu ou chamou de praga tais truculências covardes e eimpunes até agora), inclusive lúcio flávio pinto, que quando lhe telefonei do comitê dorothy, (lembra, seu racista?) depois de eu sofrer tortura e expulsão de anapu por policiais, apenas por eu levar livros para montar um espaço propício à leitura num assentamento ali, naquele setembro de 2007, me disse que eu procurasse os jornalões que ele critica como jornal diário do pará e o liberal para fazer a denúncia daquela prisão ilegal e infame que me rendeu que me rendeu uma ruptura na pleura pumonar… é lúcio flávio pinto, pimenta no dos outros é refresco
        e eu não esqueço, portanto, não me venha com falso moralismo, que praga é esta polícia assassina e corrupta, na defesa dos privilégios destes mesmos que gastam numa ida a restaurante, taí a desigualdade social e de tratamento policial quando quem é “abordado é preto, pobre e quem mais esses vermes de farda estigmatizam e escolhem para sacanear

        só pode dizer o que eu digo e reafirmo aqui e alhures, quem sabe o que é na própria carne, a felonia o maucaratismo e o roubo que esses monstros perpetram todos os dias contra os vulneráveis

        estou preparado para os seus esteriótipos, lúcio flávio pinto, assim como sei porque merefiro assim a vo^ces

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        Publicado por felipe puxirum | 22 de setembro de 2022, 09:38
      • Meu último e caloroso encontro com a irmã Dorothy, que eu conheci tão logo chegou ao Brasil, foi no prédio da Assembleia Legislativa, dias antes da sua execução por pistoleiro. Nós nos abraçamos e eu pedi que ela saísse um pouco lá do Anapu para preservar a sua vida. Eram intensos os rumores do atentado em preparo. Ela respondeu que ficar era a sua missão. Estava disposta ao martírio pela causa.
        Meu último encontro com Chico Mendes foi no interior de São Paulo, reunidos por acaso num debate. Fiz-lhe a mesma observação. Chico queria sair. Sabia que iria morrer. Não queria. Mas não teve apoio suficiente para sair de Xapuri.
        Você é um caluniador compulsivo. Não conseguindo circunscrever sua biografia a pouco mais do que nada, investe mal intencionado sobre quem imagina que vá mudar sua insignificância dolosa. Sempre que fizer esse tipo de ataque venal, destituído de fundamento nos fatos, tome seu rumo: abra o seu espaço e nele faça o que quiser. Aqui, não mais. Seja pelo menos coerente com suas calúnias: ignore o blog da pessoa que tanto ataca. Vá procurar o lugar que lhe cabe.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 22 de setembro de 2022, 16:47
      • Felipe, quando você critica neste blog Lula, PT, Bolsonaro, Barbalhos, o sistema político como um todo, o sistema econômico, a violência policial e a subgente que se forma em torno do tal “sistema”, eu concordo contigo. Agora, quando você faz um ataque tipo esse o qual você, sem provas, calunia alguém como o jornalista Lúcio, bem como você faz uma generalização burra do problema da violência policial, querendo aplaudir aquilo que se denomina de “sacripantas do morro”, minha concordância com tua opinião acaba aí. Quando você, Felipe diz “milico bom é milico morto”, tu não é diferente dos bolsominions e fascitóides que gritam “bandido bom é bandido morto”. Não reconheces que está sendo tão selvagem, covarde, pobre intelectualmente, fascista e esquizofrênico quanto os bolsonóides?

        Deixa eu lhe falar uma coisa, Puxirum: a única parceria que este blog e seu jornalista têm é com um só grupo: o POVO. Então, aqui não existe esse negócio de publicidade oficial ou de alguma grande empresa privada, não existe aquela historinha de diretor de estatal mandar o jornal retirar ou publicar matéria em troca de uma gorda verba de publicidade, não existe matéria paga, tampouco esse negócio de “pegar ponta”, igual o que alguns jornalistas na grande mídia ou partidarizados infelizmente fazem. Sim, o Lúcio tem amizade com as pessoas, mas ele critica quando tem a obrigação de criticar. Sendo assim, respeite o Lúcio, Puxirum, e respeite as pessoas sérias que comentam aqui, a começar pelo próprio jornalista. Agora, se você vem não sei de onde pra falar porcas misérias de alguém como o Lúcio, pelo amor de Deus, né? Quem é você, Felipe, pra você fazer todo esse badalado esquizofrênico. O fato de você ter sofrido uma severa tortura policial que lhe causou essa ruptura no pulmão não justifica essa porca miséria que estás fazendo com o jornalista dono deste blog. Então, se dê ao respeito, Felipe.

        Aqui, eu, o Lúcio, o Alcides, o J. Jorge, o Rohan, a Marly Silva, o Elias, o José Otávio, a Marilene Pantoja, o Ronaldo Passarinho, o Rafael Araújo, o Edyr Augusto, todos que comentam neste blog, embora tenhamos posições divergentes, costumamos criticar, mesmo que de forma ácida, os políticos, as elites, as mazelas que afligem o nosso país e até mesmo cobrar das autoridades soluções pra elas. Repito: a parceria que esse blog e seu jornalista têm é com o povo, a população, principalmente o mais carente. E esse, com certeza, é dos motivos os quais o Lúcio exerce corajosamente a sua profissão desde os tempos dos anos de chumbo. Não conheço pessoalmente ele, mas sei, através de suas publicações, as dificuldades, os processos judiciais frívolos e até mesmo agressões físicas (você deve ter conhecimento desse fato, Puxirum) que o Lúcio enfrentou e passou nas mãos de poderosos de plantão (políticos, sejam da esquerda centro, ou da direita, juízes, barões da mídia local, grandes empresários, desembargadores, juízes, madeireiros, grileiros, chefes de polícia) e até mesmo criminosos por causa de sua profissão. Então, respeite ele, a idade dele, a história dele e a saúde dele. A parceria que ele tem, de novo, é com a população e em defesa dela. Aqui não tem esse negócio de chapa-branca, não, tampouco a historinha de tapar o buraco de um, ajeitar a vida de outro, enfim. Sim, o Lúcio pode ter amigos, e como tem, até mesmo nos meios político e burocrático, mas quando ele tem que se posicionar a favor do amigo ou do povo, ele é AMIGO DO POVO. É é o povo paraense (principalmente aqueles que são esclarecidos e não vivem em bolhas) que sempre lhe deu audiência.

        Então, mais uma vez, respeite o jornalista Lúcio Flávio Pinto, pelo amor de Deus, e se quiser fazer calúnias, generalizações burras, badalados esquizofrênicos e porcas misérias, faça em outro lugar que não seja este blog.

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        Publicado por igor | 22 de setembro de 2022, 20:18
      • Muito obrigado, Igor. Com a sua mensagem, você me dispensou de me defender. Sempre pedi aos meus críticos que analisassem a minha vida e lessem o que escrevo antes de me criticar. Há muitos anos, em geral, a crítica é pessoal, agressiva e ofensiva. O objetivo não é buscar a verdade, mas intimidar, fazer desistir e calar. Até agora, esses agressores não conseguiram esse alcançar esse objetivo.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 23 de setembro de 2022, 07:33
  2. Uma grande injustiça, .além da demora em conceder essa pensão o valor da mesma chega a ser uma verdadeira humilhação para a familiar do militar morto em serviço .
    Enquanto muitos PARASITAS nesse nosso país se aposentam com valores astronômicos.

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    Publicado por Cliff | 21 de setembro de 2022, 12:39
  3. E essa pensão estonteante só chegou a tão elevado valor, porque o falecido era cabo, e foi promovido, “post-mortem”, para 3° sargento.

    Imagina o que recebe a viúva de um soldado, promovido “post-mortem” para cabo…

    Não dá nem pra começar uma conversa séria sobre segurança pública.

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    Publicado por Elias | 21 de setembro de 2022, 14:44
  4. Aliás, quero aproveitar a oportunidade para manifestar meu apoio ao nosso querido ministro Paulo Guedes do Ypiranga, que, às margens plácidas do Lago Paranoá, declarou ser absolutamente falsa a afirmação de que 30 milhões de brasileiros passam fome.

    Tem toda a razão o ministro que está comandando um período de prosperidade sem precedentes, na história econômica do Brasil.

    Não são 30 milhões de brasileiros que passam fome. São, apenas, 29.999.995 brasileiros esfomeados. Os 5 restantes, todos de uma família de paraíbas, residentes e domiciliados num caixote de papelão, às proximidades da rodoviária brasiliense, diariamente se alimentam muito bem, com o que nosso genial ministro do Ypiranga joga na lata do lixo. Enchem a pança e passam bem!

    Essas coisas boas, que nos enchem de orgulho da nossa Pátria amada, a esquerda não vê. Só vê o que não presta!

    O que essa gente pretende, meu Deus?

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    Publicado por Elias | 21 de setembro de 2022, 17:48
    • Não é a toa que Bolsonaro (e Guedes também) tem rejeição recorde entre pobres.

      Pergunte para algum conhecido ou parente pobre, mas pobre mesmo, daqueles de “marré deci” (os mais jovens igual eu que procurem no Google o significado da expressão), se ele sabe o que é deflação, crescimento do PIB, geração de emprego, queda do preço do álcool e da gasolina e/ou quaisquer outros números provisoriamente positivos da economia, momentaneamente festejados pelo desgoverno Bozonaro-Guedes, turbinados pelas medidas eleitoreiras cujos efeitos certamente passarão – e os custos chegarão. A resposta, com a mais absoluta certeza, será não! Quem conhece a bela – e eu diria histórica, já que antiga e ainda sucesso – canção Romaria, do não menos histórico Renato Teixeira, há de lembrar: “se há sorte, eu não sei, nunca vi”. Ou alguém, que pensa com pelo menos dois neurônios e não habita exclusivamente os grupos de WhatsApp, imagina que nos estados mais pobres e nas periferias e favelas das cidades, onde faltam alimentos, luz, água, esgoto, gás e remédios as pessoas têm a menor noção de macroeconomia.

      Se há notícias boas na economia – e as há! -, sejam artificiais ou não – e são! -, o fato é que os pobres “não sabem, nunca viram”, pois 33 milhões de pessoas continuam famintas; 105 milhões de cidadãos continuam carecendo das três refeições diárias: 78% das famílias continuam endividadas; 50 milhões de trabalhadores continuam na informalidade; 10 milhões de brasileiros continuam desempregados; 65 milhões de CPFs continuam negativados; 38% das crianças não se alimentam adequadamente. Esse é o Brasil real que a Bolsolândia não conhece, pois esta é ignorante e alienada, senão fanatizada ao extremo. Esse é o Brasil que aparece nas pesquisas eleitorais, que, de fato, para a indignação e incredulidade de tantos, não retrata o “data povo”, aquela multidão pastosa (branca, alta ou classe média, meia ou terceira idade, barriga avantajada, loira, de óculos escuro e trajando a já contaminada camisa da seleção) que entope as ruas em manifestações de cunho servil, de culto a um mito mitômano, seja lá o motivo de tanta reverência. Esse Brasil representa, gostem ou não os bolsominions, a maioria do eleitorado.

      E atenção: este desgoverno cortou remédios da farmácia popular; não reajustou a tabela do IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física); não corrigiu a tabela do SUS (Sistema Único de Saúde); vetou a correção dos valores da merenda escolar; não propôs reajuste acima da inflação para o salário mínimo. É o desgoverno que queria um auxílio de apenas 200 reais durante a pandemia, e cujo ministro acredita que filho de porteiro não pode frequentar a universidade e que empregadas domésticas não podem viajar à Disney. O DESpresidente da República e seu bibelô da Economia, por exemplo, não acreditam que há gente pedindo pão em porta de padaria. Também não acreditam que exista famintos, vejam só, já que o Auxílio Brasil garante ao menos 20 reais por dia, o que, segundo aquele que entope o bucho com picanha e leite condensado às custas do contribuinte, é suficiente para se alimentar. Ora, não seria diferente a rejeição do tal verdugo do Planalto dentre os mais pobres do País, majoritariamente o eleitorado nacional, daí a iminente derrota nas eleições que se avizinham (até que haja o contrário, talvez). Estranho, mas muito estranho seria algo diferente disso. Falei?

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      Publicado por igor | 21 de setembro de 2022, 19:51
  5. O Brasil é uma vergonha na ONU:

    Seja Lula, seja Dilma, seja Bolsonaro, quando chegam na ONU abrem a boca para se identificarem como cães vira-latas. Que se diga de passagem, como muito mais semelhança do que a lógica e o bomsenso poderiam cobrar destes antípodas verborrágicos.

    Como é que um presidente “vira-lata” tem a coragem de pedir que a Ucrania releve todo o brutal massacre sofrido contra a vida, a economia e a dignidade dos seus cidadãos e simplesmente pare de se defender do inimigo que mata a sua gente e rouba as suas terras e as suas riquezas, em nome de um “cessar-fogo consensual” sugerido por um cão vira-lata que atende pelo nome de Jair Bolsonaro e que é chefe de uma matilha de cães vira-latas alienados históricos lá no hemisfério sul.

    Bolsonaro é um m. no cenário internacional. Me insulta, me envergonha como brasileiro. Tudo o que o mundo ocidental desenvolvido e civilizado não precisa é de tipos tão vagabundos quanto os nossos presidentes. Como é possível desenterrar corpos de mulherers e crianças estupradas e depois atropeladas por carros pesados que lhes quebraram as costelas; como é possível ver todas estas atrocidades e ficar posando de “amiguinho do Putin”, com uma justificativa “vira-lata” de necessidade de fertilizantes, quando outras repúblicas já se ofereceram para suprir esta demanda e por preços até melhores que os russos.

    Eu tenho enviado dinheiro do meu próprio bolso para a Ucrânia. Enviaria mais se pudesse, para que eles comprassem mais suprimentos tecnológicos da guerra e expulsassem os russos de seu território. Acompanho todos os dias a retomada dos territórios ocupados. Acho que o exército russo está perdendo a guerra e se o Putin acha que os americanos são uns cães vira-latas como os brazucas para ceder a uma chantagem nuclear, que passe o mundo 18 meses debaixo de fumaça, escuridão, poeira radioativa, desordem política e econômica, que morram milhões de pessoas, mas que se use toda a inteligência americana para calcinar tudo aquilo que representou um dia a cultura russa na superfície deste planeta.

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    Publicado por J.Jorge | 22 de setembro de 2022, 06:57
  6. milico bom é milico morto, e só respeito quem me respeita!

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    Publicado por felipe puxirum | 22 de setembro de 2022, 09:50
  7. Novamente fora do tópico.

    A Sra. Dilma Russef só não leva a taça de “Pior Presidente da República dos Últimos Trinta Anos”, porque, depois dela, vieram Temer e Bolsonaro, e… aí não sobrou nada pra concorrência!

    Mas, que a deposição dela foi uma armação de “banana republic”, lá isso foi, seja lá qual for o nome que se dê à sacanagem: golpe, vigarice, bandalheira, sacanagem mesmo, e por aí afora.

    Agora, seis anos depois, o MPF simplesmente arquivou o inquérito civil contra Guido Mantega, por crime de responsabilidade pelas “pedaladas fiscais” que deram sustentação ao processo de impeachment que depôs Dilma.

    No despacho, o MPF afirma que os agentes públicos agiram “de boa-fé”, segundo práticas do Ministério do Planejamento.

    Durante um tempão debati com alguns jornalistas blogueiros, pedindo que eles explicassem no que consistiram as “pedaladas” da Dilma, por que elas constituíram crime e qual o dano ao erário que delas decorreu. Nunca recebi nenhuma resposta a esse pedido. (Na verdade, os caras entendem de gestão pública tanto quanto eu entendo da influência dos ventos alísios na menstruação da borboleta azul; vivem papagaiando o que ouvem falar e desejam que seja verdade, mas não têm — e, provavelmente, jamais terão — coragem moral pra reconhecer isso).

    Se as “pedaladas” da Dilma forem crime, sobrariam poucos — talvez nenhum — governadores e prefeitos brasileiros que poderiam se inocentados da mesma prática. Junto com eles, de cambulhada, por conivência, os Tribunais de Contas da União, dos Estados e dos Municípios, e os Ministérios Públicos Estaduais e Federal, do início da vigência da LC 101 (LRF) pra cá.

    Bem, agora se sabe que as tais “pedaladas” não dão sustentação mínima a um processo por crime de responsabilidade. Mas deram sustentação a um processo de impeachment de uma Presidente da República (“com STF, com tudo”, como disse aquele margin…, digo, deputado federal).

    Tem, aí, alguma coisa errada que não está certa.

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    Publicado por Elias | 22 de setembro de 2022, 10:28
  8. Durante esse “pequeno” tempo de tramitação do processo pelos labirintos da administração pública essa família recebia o quê?

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    Publicado por Wilton Almeida | 22 de setembro de 2022, 11:30
    • O que a maioria das famílias recebe: o suficiente para se manter vivo; às vezes, nem isso.
      No caso da família do soldado (promovido a sargento quando já sob a forma de cadáver), ela sobreviveu. Mas ainda não consegui entender (por falta das informações necessárias, pecado mortal no qual o governo Helder Barbalho incorre sistematicamente), por que o efeito é só até março de 2020, quando o fato gerador é de novembro de 2013. Se o processo demorou sete anos para ser iniciado, a culpa é da administração pública. Certamente um advogado irá reivindicar para a família do PM já nem cogito das vantagens absurdas concedidas aos conselheiros do TCE, mas as previsões legais e a imposição moral.
      Não vem ao caso se o soldado era bom ou mão, protegia os cidadãos dos bandidos ou era também um bandido fardado, ele morreu em serviço. E até prova em contrário, vítima do ataque criminoso, já que recebeu a promoção pós-morte (sete anos depois de morrer). Ao menos a desídia e insensibilidade das autoridades ditas competentes dará aos membros ainda vivos da família o produto de uma poupança compulsória que lhes foi imposta pelo Estado.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 22 de setembro de 2022, 17:03
  9. A injustiça estatal é o que une os policiais pobres aos demais trabalhadores pobres, inclusive os que são vitimas das atrocidades da instituição militar operada pela mão de um policial ou um grupo deles. 2013 é um ano emblemático disso. O ano que não acabou. O ano da revolta popular contra a miséria do transporte público no Brasil. O ano em que a gari Cleonice Vieira de Moraes, 51 anos, mãe de três filhos, que trabalhava para a Prefeitura de Belém, foi morta de infarto fulminante provocado pela inalação do gás tóxico liberado na explosão da bomba lançada pela Policia dentro da sede do bondinho na Av. Portugal, onde um grupo de trabalhadores se refugiou no final da tarde do dia 20 de junho, justamente para se proteger da repressão policial que investiu contra a multidão (estima-se em 15 mil estudantes) que protestava contra o aumento da tarifa de ônibus e defendia a instituição do passe livre.
    O Secretário Municipal de Saneamento à época, Luís Otávio Mota Pereira, atribuiu a morte a uma “grande fatalidade”. Cleonice trabalhava na limpeza das ruas da área do Mercado do Ver-o-Peso, o maior ponto turístico de Belém. E no dia da manifestação, 20 de junho, o seu chefe tinha dito que haveria expediente normal, das 17 às 23 horas, mesmo sabedor dos protestos que eram anunciados para acontecer em todo o País. Um mês depois de sua morte, os filhos entraram com uma ação de indenização na Justiça. A última notícia que se tem nos portais, na data de 12/06/2018 (4 anos depois), é de que a família nada tinha recebido. A cobertura que a imprensa brasileira faz destes casos (reparação de danos, indenizações por parte do Estado) é bem desproporcional à denúncia do sinistro. Por isso mesmo, é da maior relevância as informações prestadas por este blog.

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    Publicado por Marly Silva | 23 de setembro de 2022, 08:47
  10. Igor, apoiadíssimo pelo que vc disse.

    Nem sempre concordo com o Lúcio, mas a qualidade do trabalho dele, assim como sua integridade integridade pessoal e profissional — que, no frigir dos ovos, vêm ser a mesmíssima coisa — estão absolutamente fora de qualquer questão.

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    Publicado por Elias | 23 de setembro de 2022, 12:26

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