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Memória

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Belém sem estilo

A imagem desse trecho de Belém, com o fim da rua Gama e Abreu na avenida Serzedelo Correa, numa das extremidades da praça da República, mostra que, como de regra, a transformação do cenário foi para pior, medindo-se a mudança por padrões civilizados.; Belém deixou de ser o que era para ser o que não … Continuar lendo

Memória – Vacaria ao lado do cemitério

Em 1958, foi a leilão uma vacaria localizada na rua Paes de Souza, ao lado do cemitério de Santa Izabel, no Guamá, em Belém. Possuía três vacas taurinas cobertas de nove meses, “em plena produção”. Cada uma pesava 700 quilos. Uma delas tinha bezerro de 15 dias. Produziam 30 litros de leite por dia. Havia … Continuar lendo

Memória – Na guerra de Carajás

Diante de mim, 5 mil ferozes garimpeiros. Atrás, quinhentos homens da Polícia Militar embalados. Os garimpeiros tentavam prosseguir pela PA-257 para chegar ao topo da serra dos Carajás, a 400 metros de altura, onde está a sede da maior mineração de ferro do planeta, no centro do Pará. A missão da tropa era impedir de … Continuar lendo

Memória – Boxe, entre o choro e a glória

O título de “o homem de olhar glacial”, que o consagrara no boxe, o irlandês John Caldwell já não podia usar. Seus olhos tinham desaparecido debaixo de hematomas e quase todo seu rosto era uma pasta de sangue. Passara cinco assaltos sendo massacrado por Eder Jofre. No 10º assalto, seu treinador jogou a toalha branca … Continuar lendo

Memória – Um “furo” em Kadhafi

Era 1983. Fui despertado do sono profundo em casa pelo telefone. Como nos romances e filmes policiais, tateei até encontrar o aparelho. Era a produção do jornal O Estado de S. Paulo, do qual eu era correspondente em Belém. Queria que eu pegasse o primeiro avião para Manaus. Diabo, por que a pressa? Dois aviões … Continuar lendo

Memória – Barata, 70 anos

O leitor da Folha do Norte, o jornal de Paulo Maranhão, o mais importante da república no Pará, até 1964, deve ter tomado um susto ao ler um dos registros das Notas Mundanas, uma espécie de coluna social mais democrática, acessível não apenas às celebridades, mas também ao comum dos mortais. Na edição dominical de … Continuar lendo

Memória – O jogo do bicho

O jogo do bicho estava em franca atividade, apesar de ser contravenção penal, no governo Magalhães Barata, em 1958. Mas a Santa Casa de Misericórdia, que deveria receber parte da renda do negócio, estava na penúria, denunciou o deputado Acióli Ramos, da oposição, no plenário da Assembleia Legislativa. O deputado João Camargo, um dos maiores … Continuar lendo

A caligrafia de Patroni

Este é o ofício manuscrito que Filipe Patroni endereçou ao presidente das cortes portuguesas, em Lisboa, em 14 de abril de 1821: Tenho a honra de comunicar a V. Exa., para a comunicar ao Augusto Congresso, as razões que julgo devem resolver as Cortes a permitir em seu seio, extraordinariamente, Deputados da Província do Grão … Continuar lendo

“Gringo”: livro 42 anos depois

Texto de Rogério Almeida Os anos de 1980 são considerados os mais letais na luta pela terra no Pará. Sequestro, tortura, assassinados e chacinas faziam parte da Doutrina de Segurança Nacional do Estado, onde a coerção pública e privada imperavam contra os posseiros e seus aliados.  Raimundo Ferreira Lima, mais conhecido como “Gringo” foi executado … Continuar lendo

O monumento do barão

(Texto de 2008) Antônio Olinto tinha uma coluna sobre livros em O Globo, que se chamava ‘À Porta da Livraria’. Stanislaw Ponte Preta, que não o tinha em boa conta, certo dia lhe deu um conselho: por que o distinto colunista não entrava de uma vez na droga da livraria, comprava o diabo do livro e … Continuar lendo