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Memória

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Memória – O Barberini de Belém

O antigo terminal da Estrada de Ferro de Bragança em Belém não era nenhuma Estação da Luz, a charmosa réplica paulistana da matriz inglesa. Mas não merecia o destino amargo que o Departamento de Estrada de Rodagem lhe reservou no primeiro governo de Alacid Nunes, que foi uma espécie de Barberini (pior do que os … Continuar lendo

Memória – Cadê o Rui?

Foi na Festa da Chave, no dia 11 de agosto de 1971, que sumiu o busto de Rui Barbosa do monumento erguido em sua homenagem, numa das praças, com seu nome, que compõem o conjunto do Largo da Trindade. Os estudantes da Faculdade de Direito só deram pelo sumiço ao sair da festa. Quem levou, … Continuar lendo

Memória – A loja mais bonita

Em setembro de 1971, Romulo Maiorana inaugurou “a mais bonita loja de Belém”, na rua João Alfredo, entre Campos Sales e Padre Eutíquio, o Magazine RM. Era uma loja “ampla, espaçosa e confortável”, que havia superado “todas as outras até agora montadas em nossa cidade”. Dois anos depois, para animar as vendas, Romulo apresentava uma … Continuar lendo

Doce provincianismo

Encontro este delicioso anúncio em edição do Correio da Manhã de junho de 1963. Era lindo ser pequeno e provinciano. Faz-me lembrar de quando ia ao aeroporto de Belém catar portador conhecido que levasse carta ou encomenda para Santarém. Ou, nas voltas, com mais correspondência e encomenda do que um carteiro, igualmente recebida no aeroporto. … Continuar lendo

Memória – Os mais do Penna

Listas de “10 mais” ainda eram uma atração, quando, nas páginas do semanário Flash, de Ivan Maranhão, o colunista social Guilherme Penna montou a sua. O destaque de 1964, segundo Penna, era o advogado Aldebaro Klautau, pela campanha “Amazônia é Brasil” (bem antes de “integrar para não entregar”, do regime militar), que então desenvolvia. Os … Continuar lendo

Memória – Pianistas juvenis

Foi um sucesso o concerto infantil de piano promovido pelo Conservatório Carlos Gomes na véspera do Natal de 1964, com os alunos da professora Maria de Nazaré Pinto Marques. As peças musicais foram apresentadas por Sílvia Maria de Souza, os irmãos Manoel Ayres Jr. e Helena Maria Ayres (filhos do médico Manoel Ayres), Lilian Contente, … Continuar lendo

Memória – TV no ar

Programação de 6ª feira, 22 de maio de 1961, da TV Marajoara (primeira emissora de televisão da Amazônia, dos Diários Associados), que começava às 18 horas e encerrava às 23,10: Padrão – Abertura – Primeira Edição (patrocínio Wilson Souza & Cia.) – Presença da Mulher (pat. Odalisca-Dipercos) – Todos os Esportes (pat. Importadora Braga) – … Continuar lendo

Memória – Arrematantes de muamba

Um dos bons programas em Belém entre as décadas de 1950 e 60 eram os leilões de contrabando apreendido pela alfândega. O mais concorrido de 1962, resultado de uma operação executada em Abaetetuba, arrecadou 4,2 milhões de cruzeiros. Entre os melhores lotes ofertados estavam 10 mil pares de sandálias japonesas, 1.388 embalagens plásticas com desodorante … Continuar lendo

Memória – Vassourada no clube

A aristocrática Assembleia Paraense foi atropelada pela decisão do então presidente Jânio Quadros, em pleno ímpeto moralizador, de cancelar todas as rifas e sorteios no território nacional. O clube teve que sustar a venda de bilhetes do sorteio de um apartamento no prédio onde instalou sua sede social, na avenida Presidente Vargas. Num comunicado, a … Continuar lendo

Memória – O reduto do Flash

Em outubro de 1952 começou a circular o Flash, semanário de Ivan Maranhão, irmão do escritor Haroldo Maranhão, ambos netos de Paulo Maranhão, o dono da Folha do Norte, o principal jornal do Pará durante pelo menos meio século. O Flash tinha poucos pontos de venda no centro de Belém, mas estratégicos: Café Albano, Livraria … Continuar lendo