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Multinacionais

Esta categoria contém 115 posts

Uma usina de dólares

Num único dia de outubro de 1973, os países árabes produtores de petróleo, envolvidos em mais uma guerra com Israel, elevaram o preço do barril de petróleo de três dólares para US$ 5,12. O reajuste, de 70%, provocou o primeiro choque do petróleo. Em março do ano seguinte, o barril já estava em US$ 12 … Continuar lendo

Alunorte: o vácuo

Trago para a capa do blog o comentário, reproduzido a seguir, feito pelo leitor José Miranda, sobre a crise da Alunorte, que suspendeu sem funcionamento alegando que não pode continuar sob o embargo às suas atividades determinada pela justiça, a partir de pedido dos ministérios públicos estadual e federal. As informações fornecidas ajudam a contextualizar … Continuar lendo

Alunorte: o impasse

O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Pará divulgaram, hoje, uma nota (reproduzida na íntegra a seguir), a propósito da suspensão do funcionamento da Alunorte e da mina de bauxita de Paragominas. Defendem a justeza da punição da Hydro pela poluição causada em fevereiro, sustentando que ela resultou do despejo clandestino de efluentes … Continuar lendo

O que fazer?

O projeto original da Alunorte (de alumina) foi concebido originalmente em 1976, casado com o da Albrás (de alumínio), ambos a serem conduzidos por um consórcio empresarial nipo-brasileiro, com endosso dos governos dos dois países, através de acordo assinado em Tóquio pelo general-presidente Ernesto Geisel, com toda pompa e circunstância. A iniciativa binacional foi adotada … Continuar lendo

Quem blefa?

O acidente de fevereiro em Barcarena aconteceu de fato. Cursos d’água em torno da fábrica de alumina (e de alumínio também) foram contaminados por alguns produtos químicos. A Hydro Alunorte teve que recorrer a uma drenagem abandonada – e que não era monitorada – para escoar água excessiva da chuva que caiu no dia 17. … Continuar lendo

Alunorte parou hoje

A Hydro Alunorte paralisou completamente a sua fábrica de alumina em Barcarena, a maior do mundo. Em consequência, a mina de bauxita de Paragominas, que lhe fornece o minério para a transformação em alumina, também parou. A empresa alega que foi obrigada a adotar essa atitude porque as autoridades públicas não lhe permitiram utilizar o … Continuar lendo

Quem manda na Amazônia?

Por que um Estado tão rico, como o Pará, é também tão pobre? Esta deveria ser a questão mais importante na agenda dos candidatos à eleição de outubro. O Pará abriga a maior frente econômica do país, que se expande pelo seu vasto interior (com 1,2 milhão de quilômetros quadrados) à cata de recursos naturais. O … Continuar lendo

Noruega e imprensa

A Folha de S. Paulo iniciou, hoje, uma série de reportagens que abordam “temas controvertidos que estarão na mesa do próximo presidente: a pavimentação de uma estrada no coração da Amazônia, a redução de unidades de conservação, projetos hidrelétricos, a demarcação de novas terras indígenas, a regulamentação da mineração e a política de incentivos fiscais. … Continuar lendo

Itabira: Carajás amanhã

Itabira, em Minas Gerais, hoje, é Carajás, no Pará, amanhã. As famosas jazidas de minério de ferro de Itabira só irão durar mais 10 anos. Em 2028, depois de 80 anos de exploração, elas estarão exauridas, sem interesse comercial. Os buracos abertos pela extração do minério, que revoltaram o mais famoso itabirano, o poeta Carlos … Continuar lendo

Arquivo JP (41)

A caravana multinacional passa (e os cães emudecem)   (Jornal Pessoal 242, setembro de 2000)   A Companhia Vale do Rio Doce, a segunda maior produtora de minério de ferro do mundo, foi se tornando um triângulo das Bermudas a partir da sua privatização, em 1997. Não seria de muito estranhar a ciranda de especulação … Continuar lendo