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Segurança pública

Esta categoria contém 135 posts

Isso é imprensa?

O Diário do Pará de hoje publica três fotos – bem abertas, para chocar ainda mais – de três pessoas mortas ontem, em Castanhal. A tarja eletrônica usada para cobrir o rosto dos cadáveres é mera formalidade. As imagens pegam em detalhe as perfurações nos corpos das vítimas principalmente na cabeça, feitas por bala. Há … Continuar lendo

Morte em Roraima

O linchamento de um refugiado venezuelano de 21 anos, ontem, espancado até a morte depois de esfaquear e matar um comerciante brasileiro de 35 anos, na periferia de Boa Vista, é mais um sinal de alerta contra o tratamento do governo à questão dos imigrantes em massa, que chegaram e continuam a chegar a Roraima. … Continuar lendo

A violência em Belém

A criminalidade em geral e o homicídio em particular nunca foram questões sociais tão graves no Brasil como agora. Não só pelos índices quantitativos como pela incrível multiplicidade de formas objetividades e subjetividades causais que vem assumindo. Parece que os crimes chegaram ao limite da tipificação pelo seu grau de violência e de inovação que … Continuar lendo

O melhor contra o pior

Seis meses depois de ter chegado para intervir na segurança pública do Rio de Janeiro, o Exército teve as primeiras baixas em combate. Foram logo três: dois soldados e um cabo. Vidas preciosas perdidas por quase nada. Os troféus são magros e não mudam o rumo do fracasso a que essa visão de combate ao … Continuar lendo

A verdadeira justiça

A neta, de 53 anos, matou a avó de 91 anos, em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, e foi presa, em 2016. (SP). A neta queria ficar com os 2,5 mil reais que a avó guardava e a estrangulou, até que ela desmaiou e, em seguida, morreu, por parada cardiorrespiratória. Ontem, a neta foi … Continuar lendo

Periferia é isto

Um chute foi o bastante para arrombar a frágil porta lateral do pequeno casebre de madeira (com uma porta e uma janela na fachada), numa rua sem pavimento, no bairro do Icuí-Guajará, em Ananindeua. Eram três horas da madrugada. Não houve reação alguma dos vizinhos, apesar do barulho. Os homens encapuzados (em número não identificado) … Continuar lendo

Viver e morrer em Belém

O cadáver  está estirado no meio-fio, tomado por mato, na estrada do Curuçambá, perto do campo de futebol do Vasquinho. Um pano cobre o corpo. Apenas os pés estão visíveis. Uma mulher sentada no que era a calçada, antes de ser tomada pela vegetação; outra mulher em pé e um homem sentado aguardam. Ao lado, … Continuar lendo

O fruto da impunidade

As vítimas de assaltos já sabem: não podem reagir, têm que carregar consigo algum objeto de valor, além de dinheiro, para entregar ao agressor; devem cumprir automaticamente as ordens dadas, precisam se comportar da forma mais submissa possível – e, agora, a novidade na escalada de agressões dos bandidos aos cidadãos: não pode reconhecer o … Continuar lendo

Um dia em Belém

Entre cinco e meia e seis horas da manhã o ponto final das linhas Guajará-Ver-o-Peso e Guajará-São Braz recebem pessoas da Cidade Nova VI, em Ananindeua. Elas pegam o ônibus e vão a Belém. Nesse horário, principalmente para buscar açaí em caroço para bater e fornecer aos clientes. A rotina era a mesma hoje de … Continuar lendo

Qual a sua segurança?

Prezado leitor. Peço-lhe que responda às seguintes perguntas: 1.Você confia na polícia? 2. Você se sente seguro para sair à noite? 3. Nos últimos 12 meses, você testemunhou assalto a algum membro da sua família? 4. Nos últimos 12 meses você foi assaltado? É com base nesse questionário que o instituto Gallup, a instituição de … Continuar lendo