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Justiça, Política

No mesmo barco

Desde o anúncio da sentença do juiz Sérgio Moro condenando Lula, os petistas se empenham em distinguir o caso do seu líder da situação do presidente Michel Temer. Moro se baseou em meras ilações. Não há a materialização dos crimes que atribui ao ex-presidente. Logo, não há crimes. Já contra Temer são “robustas” (expressão em moda) as provas de corrupção.

Não é exatamente assim. A defesa de Temer nega a existência de qualquer prova de corrupção do cliente. Os 500 mil reais da propina paga por Joesley Batista ficou com o ex-deputado Rodrigo Loures, que já devolveu integralmente o dinheiro à Polícia Federal e não se pronunciou sobre o destino desse dinheiro. Logo, inexiste conexão. Sem o elo físico, que seria o dinheiro, não há prova de que seu destinatário seria Temer. A não ser com a confissão do portador da grana.

Não há prova material de que Lula seja o dono do triplex do Guarujá. O registro do imóvel continua em nome da OAS. Mas este era justamente o ardil criado para esconder o dono de fato do patrimônio. Não só porque confessaram os dirigentes da empreiteira, assumindo sua culpa na transação ilícita.

O juiz aponta várias provas contidas nos autos que estabelecem a relação da OAS com Lula, da mesma maneira como das JBS com Temer. Testemunhos, documentos escritos, vídeos, grampos telefônicos, conexões lógicas e outros fortes indícios apontam para o verdadeiro dono do imóvel. Da mesma maneira como esse mesmo tipo de prova associa Loures a Temer, a partir de Joesley.

Todos, portanto, estão no mesmo barco.

Discussão

4 comentários sobre “No mesmo barco

  1. Todos estão em barcos iguais …..Mas na verdade esse barcos são tipo galeias ….cheio de remos que precisam de remadores….e na galeia de Lula tem milhões de estudantes, trabalhadores urbanos e rurais, donas de casa, sertanejos…..todos dispostos a usar suas energias sem qualquer retribuição em troca…..para conduzir novamente a posto mais alto do executivo.

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    Publicado por Norman | 13 de julho de 2017, 18:55
  2. Lucio. Análise correta.
    Agora se todos os barcos são iguais, eu, quero dizer ao NORMAN que eu não tenho bandido de estimação.
    Também não compartilho com a moral dos imorais.
    Você pensa que o Brasil uma republiqueta africana onde, aqueles cruéis ditadores se perpetuam no poder, através da distribuição de migalhas para enganar o Povo, populistas, demagogos, propagam proselitismo para ignorantes, enfim, praticam o que há de mais atrasado na política.
    Eu ao contrário de você quero um Brasil em que as pessoas tenham alternativas políticas, onde as pessoas tenham informações para fazer suas escolhas, onde nenhum candidato condenado receba votos, onde quem pratica crime seja punido, nós precisamos cultivar “bons exemplos” ao invés de defender desonestos.
    Veja a estupidez a que chegamos pessoas que se dizem ou se acham honestas defendendo pessoa condenada pela justiça, com várias outras ações em, vistas de condenação.
    Amigo só os loucos tem ideia fixa. Se liberte desta plaga. reaja, escolha o lado do bem.
    Provérbios: 3:13-18″ Bem-aventurado o homem que acha a sabedoria, e a pessoa que encontra o entendimento”

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    Publicado por Valdenor Brito | 13 de julho de 2017, 20:42
  3. Para a bem geral e a felicidade geral da nação espera-se que os dois se encontrem logo na cadeia e fiquem bem abraçadinhos, curtindo um ao outro. Afinal de contas, os dois lideraram a coligação que fez muito mal à nação.

    O que podemos ter certeza é que, com exceção de alguns poucos puxa-sacos e aloprados (tal como dizia um ex-presidente), ninguém será bobo de resgatá-los da história podre na qual se meteram.

    Suas biografias serão um belo exemplo para os jovens de como não fazer política! Espero que a sociedade tenha aprendido mais esta lição.

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    Publicado por Jose Silva | 14 de julho de 2017, 00:10
  4. Há, todavia, um detalhe que tende a desmoralizar as instituições Polícia Federal e Procuradoria Geral da República, caso a politicagem (a “mão invisível” da corrupta elite) atue em consonância com a falida retórica da cultura da corrupção, no caso Michel Temer as instituições foram informadas do que ocorria e as mesmas tentaram um flagrante que, até certo caminho, foi comprovado.

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    Publicado por Luiz Mário | 14 de julho de 2017, 10:36

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