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Esta categoria contém 467 posts

Amazônia: roteiro da destruição

Este é o terceiro artigo da série que toma como tema para pensar a Amazônia de ontem, que se desconectou historicamente da Amazônia de hoje por um profundo golpe colonial partido de cima e de fora do país. Reproduzo o roteiro seguido por 30 participantes do XVIII Congresso Internacional de Geografia, realizado no Brasil, em … Continuar lendo

A Amazônia que era para ser e não foi

Este é o terceiro artigo da série em que volto à Amazônia do final dos anos 1950, quando houve uma interrupção da sua continuidade histórica e a região ingressou em uma nova etapa, definitiva e irremediável, a partir de uma intervenção externa que mudou completamente a sua configuração. _________________________________ Os 30 participantes do XVIII Congresso … Continuar lendo

Mariners na Amazônia?

O presidente da Colômbia tem todo direito de criar no seu país uma corporação militar como a força nacional de segurança do Brasil, embora esteja bem claro que esta não é uma medida eficaz para evitar e combater desmatamentos, queimadas, grilagem, invasão de reservas ecológicas e indígenas, crime organizado e mesmo narcotráfico. Como antecipação, repressão … Continuar lendo

A história interrompida

Prossigo a série de artigos, iniciada na semana passada (A paixão amazônica), com os quais espero fazer uma reflexão crítica de um passado ainda recente, mas já considerado irremediável pelos que se apossaram da Amazônia, nacionais ou estrangeiros. ________________________ Em 1956, o Brasil sediou o 18º Congresso Internacional de Geografia. Uma das excursões de campo … Continuar lendo

Hydro: abaixo só da Vale

A multinacional norueguesa Hydro teve receita líquida no ano passado de 19,5 bilhões de reais no Pará e obteve lucro líquido de R$ 2,4 bilhões através da Albras, Alunorte, Hydro Paragominas e parte da Mineração Rio do Norte, com faturamento líquido de R$ 849 milhões e lucro líquido de R$ 247 milhões. É, de longe, … Continuar lendo

Alunorte é a maior

O ranking das maiores empresas elaborado pelo jornal econômico Valor, no qual me baseei para escrever a matéria anterior, tem uma falha: não inclui a Alunorte, a maior produtora de alumina do mundo fora da China, controlada pela norueguesa Hydro. Na verdade, é a maior empresa instalada no Pará. Ela deveria estar na 96ª posição … Continuar lendo

A paixão amazônica

As necessidades de guerra fizeram o mundo voltar à Amazônia na metade da década de 1940. Desta vez, tanto para se suprir de borracha, cujo acesso fora bloqueado no Oriente pelo ingresso do Japão na Segunda Guerra Mundial, quanto para estabelecer na região amazônica uma base definitiva de ação. Não foram apenas os estrangeiros, entretanto, … Continuar lendo

Jari: 40 anos de nacionalização

A caricata nacionalização do projeto Jari completa agora 40 anos. Foi em 1982 que o seu controle passou do milionário americano Daniel Ludwig, que iniciou o empreendimento em 1967, para um grupo de empresários brasileiros. O capital da empresa era então de 720 milhões de dólares. As empresas privadas deveriam entrar com US$ 480 milhões, … Continuar lendo

Hemorragia invisível de dinheiro

(Este artigo foi escrito em 1988 e incluído no meu livro Contra o poder, de 2007) Imaginei que provocaria um grande impacto quando saísse – no JP nº 15, de 1988– a matéria mais grave que escrevera até então. Depois de analisar durante três dias o principal balanço empresarial da Amazônia, anunciava: fora de 47,4 … Continuar lendo

O valor da Amazônia (2)

(Concluo o artigo de 1977, que comecei a transcrever na semana passada) As proposições de Paulo de Tarso Alvim se dirigem para a grande empresa, a única capaz de conduzir os plantios comerciais com as técnicas sugeridas e nas dimensões estabelecidas, inclusive porque o apoio governamental se concentra nelas. Porém, mesmo as estatísticas oficiais disponíveis … Continuar lendo