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Economia

Pobreza

Todos os nove Estados da Amazônia Legal têm mais pessoas recebendo o auxílio emergencial de 600 reais (mais da metade do salário mínimo) do que trabalhando com carteira assinada. São 27,7 milhões de habitantes, dos quais 10,5 milhões recebem o auxílio e 2,9 milhões têm carteira assinada. No Brasil, só Santa Catarina e o Distrito Federal têm predomínio de trabalhadores integrante o mercado formal.

Dos 10 Estados com a maior proporção de pessoas recebendo o auxílio criado depois da pandemia do coronavírus, seis são da Amazônia. Para cada cinco que têm carteira assinada no Maranhão, há 5,5 recebendo o auxílio. No Amapá, segundo colocado, a relação é de um para 4,57. No Pará, o terceiro, e de 4.40. Seguem-se Roraima (5º), Acre (6º) e Amazonas (8º). Os outros quatro são nordestinos: Piauí )3º), Paraíba (7º), Alagoas (9º) e Bahia (10º). A média nacional é de 1,37.

Discussão

4 comentários sobre “Pobreza

  1. Muito preocupante! Como esse pessoal irá contribuir para a Previdência? E, o pior de tudo, inexiste projeto para geração de trabalho e emprego.

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    Publicado por Erick | 30 de agosto de 2020, 00:24
  2. Até o fim deste ano, retirada a maquiagem governamental, o Brasil estará com mais — muito mais — de 20 milhões de desempregados.

    Isso repercute severamente sobre o nível de consumo e, consequentemente, sobre o faturamento e o lucro das empresas, sobre a arrecadação tributária, etc.

    O brutal aumento da quantidade de desempregados, pressionará ainda mais a despesa pública, porque aumentará o contingente que, para sobreviver, depende do Estado (sob a forma de auxílio financeiro, ou de assistência à saúde, ou de escola para os filhos, etc.). Isso num momento em que as condições do Estado são cada vez mais precárias.

    Aumento da despesa pública associado a redução de receita, é a receita infalível para a derrocada final. É só uma questão de tempo.

    Não teria sido melhor se o déficit publico houvesse sido usado pra financiar obras públicas? Em vez de esmola, emprego. A infraestrutura do país teria melhorado. O consumo teria aumentado e, com ele, o faturamento e o lucro das empresas, a geração de impostos, etc.

    Só pra lembrar: o programa econômico do Bolsonaro prometeu que, em 2019, ele fecharia as contas da União com déficit “zero”.

    Agora vão dizer que a culpa foi da pandemia que, até março de 2020, Bolsonaro disse que nem existia. De qualquer modo, em 2019 realmente não havia pandemia. Havia só uma epidemia de doidice governamental. E o déficit público só aumentou, né?

    A estratégia econômica do Guedes nunca deu certo em nenhum lugar ou época. Onde ela foi testada, fracassou (inclusive no Brasil, mais de uma vez).

    Neste momento, praticamente todo o mundo capitalista está apostando no investimento estatal e na taxação das grandes fortunas, pra turbinar o crescimento econômico. Guedes prefere ficar esperando Godot. Aposta na inércia, não obstante a história ensinar que a inércia não só não resolve nada, como piora tudo.

    O que atrai o investimento privado no setor produtivo não é a ideologia, nem a legislação trabalhista do Século XVIII. É o lucro!

    E não se pode falar em lucro no setor produtivo, numa economia onde o consumo, depois de andar de lado por 5 anos, passou a andar de costas.

    Sem perspectiva de lucro no setor produtivo, o investimento privado continuará restrito à especulação financeira. Continuará parasitando e fazendo a festa no cassino das bolsas de valores, vampirizando o Brasil doente e moribundo.

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 30 de agosto de 2020, 12:08
  3. Nunca é demais lembrar: quando se fala em taxação das grandes fortunas, ninguém tá se referindo a você, que comprou seu Renegade financiado em 24 meses, e que paga seu apartamento de 3 quartos em 20 anos.

    “Grandes fortunas” é outra coisa, sacou?

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 30 de agosto de 2020, 12:15
  4. Outra coisa: ao contrário do que falsifica a matemática torta governamental — na medida certa pra enganar a quem não aprendeu a fazer conta — o desempregado não contribui para a previdência… mas também não pesa na previdência. Desempregado não se aposenta pelo INSS, não entra em benefício, não recebe salário maternidade…

    Desempregado só afeta a previdência social brasileira, porque esta, no frigir dos ovos, não passa de um “Esquema Ponzi”.

    E também não custa lembrar: “Esquema Ponzi” é crime… inclusive no Brasil.

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 30 de agosto de 2020, 12:24

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