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Política

Vitória

O sindicato dos rodoviários comemorou como vitoriosa a paralisação de hoje na região metropolitana de Belém. Alegou que perto de um milhão de pessoas deve ter sido prejudicada com a falta de ônibus, retidos nas garagens desde a madrugada. Como o efeito dessa atividade, afetando um milhão de pessoas, não guardou a menor proporcionalidade com o número de pessoas que participaram do principal ato da greve geral, uma concentração seguida de passeata pelo centro de Belém, com a duração de duas horas, esse ato tem um nome: sabotagem ao trabalhador.

Discussão

10 comentários sobre “Vitória

  1. Concordo.
    Foi uma desfaçatez inominável.
    Várias funcionários e estagiários faltaram no meu local de trabalho com prejuízos e atrasos para a própria sociedade.
    Estamos brincando com a nossa Democracia, a liberdade tão cara, presupõe responsabilidade.
    A Lei 7.783 de 1989, diz:
    Art. 13 Na greve, em serviços ou atividades essenciais, ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores, conforme o caso, obrigados a comunicar a decisão aos empregadores e aos usuários com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas da paralisação.
    Será que vamos caminhar para o anarquismo de Estado, onde a convivência entre os seres humanos é simplesmente determinada pela vontade e pela razão de cada um, sem nenhum poder, onde o direito e as leis deixam de existir.
    O Brasil tem mais de 16.000 sindicatos.
    Enquanto isso na Argentina tem 91. O Reino Unido 168.
    Ou seja, enquando o mundo inteiro procura a conciliação entre patrões e empregados o Brasil estimula o dissídio, que por sua vez, implica em mais poder aos Sindicados………, mas ……….., mas ………

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    Publicado por valdenor | 30 de junho de 2017, 16:37
  2. Lúcio,

    Concordo com a nota do sindicato. Foi uma vitória mesmo. O objetivo final não era prejudicar as pessoas e deixar mais de um milhão em casa, sem transporte? Se sim, foi uma vitória e tanto.

    E o país? Ora bolas, isso é apenas um pequeno detalhe. Quem liga para isso?

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    Publicado por Jose Silva | 30 de junho de 2017, 18:01
  3. O Pelourinho mudou de configuração?

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    Publicado por Luiz Mário | 30 de junho de 2017, 18:03
  4. O que eu sei é que nem as pessoas que estavam nos bloqueios e passeatas sabiam contra que estavam brigando. O sindicato dos vigilantes, por exemplo, seria contra os avanços nas terceirizações de serviços, razão de existir das empresas de vigilância e seus trabalhadores, que trabalham sob regimes excepcionais precários. Na verdade, a razão da greve é a demonstração de força das centrais; a contrariedade de ser despojados do poder pelos antigos aliados e o imposto sindical, não importando em nada as reformas que dizem ser contra, sem pontuar no que são contra, uma vez que nunca foram motivo de preocupação dos encastelados nos confortáveis cargos dessas entidades. São reacionários à qualquer reforma, até à agrária, que o governo dito do povo por seu líder máximo nunca ensaiou em propor nos seus 13 anos de faz de contas e não apresentam alternativas e contraditórios coerentes. O resto é “fora isto e fora aquele”, seja o que ou quem for que não seja deles.

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    Publicado por JAB Viana | 30 de junho de 2017, 23:09
  5. Sim, um fracasso.
    Fracasso também da fé na justiça brasileira uma vez que Aécio foi inocentado por “falta de provas” e teve resgatado o seu mandato e sua participação na vida das instituições políticas que regem esse país.
    Se os sindicatos estão doentes e a greve mal sucedida é um sintoma, o congresso e seus grandes homens sofre de uma endemia secular, já naturalizada e, portanto, transformada em saúde e bem estar.

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    Publicado por Paloma Franca Amorim | 1 de julho de 2017, 10:30
  6. É uma questão de divulgação. o trabalhador não foi informado pelos meios de comunicação que haveria uma greve geral em favor do fora Temer e contra as reformas…. logo o povo não sabia.
    É questão de visibilidade. Os paraense jovens de hoje não sabem que n é meu ídolo no jornalismo (Lucio Flávio pinto)…mas conhecem quem é Rómulo Maiorana Neto….sem ele ter inscrito de próprio punho um único artigo!

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    Publicado por Norman | 3 de julho de 2017, 23:23
  7. Acho a polemica não foi tão grande desta vez por que muitos já expuseram sua opinião em similar manifestação. Muitas das coisas que ocorreram da ultima vez se repetiram.
    Reitero alguns pontos como a do transporte público na capital muito dependente dos ônibus, ainda que caiba em outra discussão. O sindicato, e o serviço em geral, dos ônibus gera muito dinheiro e é muito bem organizado quanto aos trabalhadores.
    Ruas como a Arthur Bernardes foram interditadas novamente no mesmo local da ultima vez pelos petroleiros do local. Na Almirante Barroso houve desta vez um piquete incendiado para impedir a circulação. Diferente da ultima vez quando da manifestação da morte de um motorista de ônibus quando varias das principais ruas da cidade foram interditadas ou mesmo quando os pneus dos ônibus de dos que se negavam a participar foram furados. Mesmo todos sabendo dos interesses do sindicatos em defender seus poderes e seus privilégios.
    A paralisação não foi divulgada abertamente em em tv aberta, mas foi bem anunciada em algumas mídias sociais. Muitas pessoas sabiam que iria ocorrer, fazendo com que não houvesse tanto tumulto e procura como da ultima vez. Vans e demais meios de transportes já se preparavam cobrando altas taxas e fazendo percursos curtos. Além do protesto se limitar a uma manifestação somente durante o manhã, boa parte das coisas já se normalizava ao horário depois do almoço.
    Nesse sentido o Estado deve ficar atento, alerta e preparado para tais situação. Sistemas de saúde devem ter um controle dos trabalhadores efetivamente disponíveis e ambulâncias da dificuldade de circulação de rotas alternativas. Bem como Bombeiros, estes com acompanhamento da Policia que além de acompanhamento das manifestações, evitando depredações, devem estar prontos a negociar com manifestante e agir no caso de falta de consenso para desobstrução de vias.
    Acho importante protestos e manifestações em um clima de debate público em que as pessoas exponham o seu descontentamento. Principalmente para com o atual governo que a cada dia apresenta é mais suspeito e que vem diminuindo sua credibilidade, ainda apresentando reformas que apenas agravam mais as disparidades e prejudicam a população.
    A apatia e o descredito com a politica apenas agravam mais ainda a situação. O governo atual se deteriora com uma aprovação menor que a sua antecessora, a que se enchia a rua em manifestações pelo país, e com acusações piores e mais robustas. As pautas das manifestações deveriam ser abertas e claras de modo a buscar agregar o máximo de descontentes. Mas ao contrario disso apenas desprezavam e ironizavam os que vestiam as cores da bandeira nacional não buscando apoio, mas provocando de modo a dizer que podem fazer muito mais. Aos defensores do governo anterior se juntam as diversas centrais sindicais.
    Obvio que esta como em qualquer manifestação há pessoas que desconhecem as pautas de reivindicação, mas que estão por ali por algum motivo, indicação, afinidade politica ou demais. Fazendo com que aproveitadores como o canal “Mamãe Falei” em que entrevistam pessoas assim para ridicularizar o movimento como um todo. A diferença, é claro, quando a maioria participa, tem um conhecimento das manifestações e em conjuntos protestam pela causa.
    Paralisações anunciadas e com o apoio geral, ou da maioria, são bem mais proveitosas, ainda que gerem descontentamento. Como o ultimo artigo diz, com o desemprego crescente as pessoas estão preocupadas em trabalhar e não querem se manifestar, o que de algum modo é preocupante.

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    Publicado por Fabrício | 4 de julho de 2017, 20:53

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