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Militares, Política

Às claras


Esta foto fala mais do que um milhão de palavras.

Dentro de um quartel, no Amazonas, o presidente da república fala, usando microfone, uma grande bandeira do Brasil ao fundo, para sete pessoas; sete homens, todos militares, cinco dos quais da ativa, dois da reserva do Exército, e uma mulher. Estão à mesa o ministro da Defesa, general Braga Netto, e o comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.
Nenhum dos oito personagens usa máscara de proteção contra a covid-19 (só lá atrás, preparando a refeição das autoridades, um oficial e um garçom estão com máscara). Não há o distanciamento mínimo de metro e meio entre eles.

Uma frase de Jair Bolsonaro vale como um dos entendimentos mais tortuosos e malignos do papel das forças armadas num regime democrático:

“O que queremos é paz, progresso e, acima de tudo, liberdade. A gente sabe que esse último desejo passa por vocês. Vocês é que decidem, em qualquer país do mundo, como aquele povo vai viver”.

“Mais do que obrigação, tenho certeza que vocês agirão dentro das quatro linhas da Constituição, se necessário for. Espero que não seja necessário, e a gente parta para normalidade. Não estamos nela. Estamos longe dela”.

A normalidade democrática, para Bolsonaro, que garante o bem maior de um país, a liberdade, só existe sob a tutela das forças armadas. Esse é o seu objetivo, que quer referendado pelas forças armadas. O que estamos vivendo não é democracia. Pelo contrário: é muito longe dela. E a nação só chegará a esse ponto ideal através da intervenção dos militares, liderados por um péssimo militar: o próprio Bolsonaro.

Falta ele dizer mais alguma coisa para que até o péssimo entendedor entenda?

Discussão

Um comentário sobre “Às claras

  1. Tendo como modelo a Alemanha Nazista, a Itália Fascista, a Espanha Franquista, a União Soviética, a Venezuela chavista de Maduro, o Chile de Pinochet, a Bielorrússia de Lukashenko, a ditadura militar em Mianmar e a Coreia do Norte de Kim Jong Un, Bolsonaro, numa espécie de Songun tupiniquim (em referência a política da ditadura norte-coreana que coloca “militares em primeiro lugar”), está empenhado em envolver os militares e policiais em suas aventuras golpistas.

    Enquanto neutraliza o Congresso por meio do casamento com o Centrão e procura inocular o vírus do bolsonarismo no Judiciário e nos órgãos de controle, o DESpresidente busca atrair para sua causa fascista oficiais de baixa patente das FFAA e policiais militares e civis, numa clara tentativa de minar o poder dos comandantes e criar clima de ruptura de hierarquia, de ordem e de disciplina, pilares das Forças Armadas e das corporações policiais.´

    Para o sociopata no poder eu digo em alto e bom som: FORA, criatura sem empatia! O Brasil não merece continuar sofrendo!

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    Publicado por igor | 30 de maio de 2021, 10:27

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