//
você está lendo...
Cultura

Os Couceiros do Paissandu

Não conheço uma família tão profundamente ligada a um clube de futebol quanto aos Couceiros ao Paissandu. O líder futebolístico do clã, o engenheiro Antonio Diogo, recebeu o melhor dos presentes que podia desejar para comemorar o seu aniversário, ontem: inaugurou o hotel do Paissandu, que, por todos os títulos de justiça, leva o seu nome.

É uma grande conquista administrativa do clube. A obra, conduzida por um dos filhos de Antonio, demorou apenas 17 meses para ser concluída, ao custo de 1,2 milhão de reais, de recursos próprios e contribuições dos associados.

Dizem valer agora R$ 4 milhões, com seus 19 quartos duplos, cozinha industrial e auditório para 70 lugares. Além de ser um excelente investimento, poupará o Paissandu da despesa anual de mais de R$ 350 mil com diárias de hotel para concentrar os jogadores antes dos jogos.

Lembra-me da Casa do Atleta, também na Curuzu, no fundo do estádio. Apesar de acanhadíssima, era uma evolução significativa para a época (da administração Giorgio Falangola), em que os jogadores costumavam sair de casa diretamente para as partidas (e de lá para uma birosca, onde comemoravam vitórias ou afogavam a mágoa).

Torcedor (e sócio remido) do Remo, minha curiosidade me levou a ir até lá observar como viviam os atletas, já que os do meu clube nem disso dispunham. Adversário do Paissandu dentro de campo, era seu admirador fora das quatro linhas do espetáculo. E quando no Remo havia Jorge Age, Alberto Bendahan e outros cartolas de visão.

A inauguração/aniversário do Paissandu e dos Couceiro precedeu – por feliz coincidência – outra comemoração, a de hoje: os 25 anos da conquista do título de campeão brasileiro, a mais façanha do “papão da Curuzu” até hoje. Festa realmente em família.

Discussão

13 comentários sobre “Os Couceiros do Paissandu

  1. Realmente de admirar, que o Clube do Remo siga o exemplo. Quanto ao time do Paissandu, só tem que tomar cuidado com as flechas que estão cortando o céu!

    Curtir

    Publicado por Everaldo | 26 de maio de 2016, 13:21
    • O Paissandu está bem das quatro linhas para trás. Dentro de campo vê-se numa situação paradoxal: num jogo em que levou mais perigo à trave do adversário do que este (conforme a reconstituição dos melhores lances do jogo), tomou cinco gols e só fez um. É muita coisa para uma derrapada só.

      Curtir

      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 26 de maio de 2016, 13:45
      • O time levou de 5! Como um time que leva uma goleada como essa pode ter levado mais perigo? Lembro que já teve gente aqui que declarou que futebol não era o seu forte. Realmente não é.

        Curtir

        Publicado por Fábio Reis | 26 de maio de 2016, 15:30
      • Meu caro. Permita-me uma digressão futebolística. Não sou só teórico. Joguei futebol de campo e de salão (meia armador), basquete (por incrível que pareça, no Júlio Cesar, do seu Castro, na quadra da Quintino Bocaiúva) e outros esportes menos votados. Durante vários anos fui a quase todos os jogos do Remo, ao lado do Orçando, filho da nossa querida lavadeira, meu companheiro de molecagens. Vi com meus olhos jogos de Pelé, Garrincha, Didi e quase todos os craques dos anos 1960/70. Também lia muito: Gazeta Esportiva, Revista dos Esportes, Jornal dos Sports e a melhor de todas, a Manchete Esportiva. Além de livros. Sabia de cor a escalação de times locais, nacionais e internacionais, como o México de 1962: Carbajal, del Muro, Sepúlveda, Najera e Villegas, Cárdenas e Jasso, Del Águila, Rejes, Héctor Fernandez e Días.
        Eu não disse que o Paissandu ameaçou o adversário. Disse que na reconstituição dos melhores lances do jogo, pela TV Liberal, os mais numerosos foram os do Paissandu. O que levou os fanáticos a achar que o placar não foi justo e “por pouco” seu time não venceu. Coisa de torcedor fanático, aquele que vai para o estádio com seu radinho (ou celular?). Reproduzi a voz do povo.

        Curtir

        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 26 de maio de 2016, 16:14
  2. Merecido o comentário elogioso ao Papão. Espero que o Remo siga o exemplo.

    Curtir

    Publicado por Jonas Veiga | 26 de maio de 2016, 15:03
  3. O Clube do Remo está ainda muito longe de uma estabilidade financeira.Fruto de anos e anos sob administrações de cartolas inescrupulosos que mergulharam o clube em um abismo sem fim de dívidas. Felizmente, o atual presidente André Cavalcante demonstra que tem consciência da realidade financeira do clube e está tentando, aos poucos, resolver as coisas. Está tentando aderir o clube ao profut e tem um projeto de reabertura do Baenão. Também está pensando em uma utilidade para o Carrossel. O único (e principal) revés de sua administração foi a campanha vexaminosa do time no primeiro semestre. O diretor de futebol do Remo foi incompetente demais. Caso o time não consiga o acesso, certamente não irá se reeleger. Vale lembrar que o acesso à série B é primordial para que o clube respire financeiramente também, pois atrairia mais patrocínio e mais torcedores para o programa sócio-torcedor e para os estádios. O maior desafio do atual cartola azulino é levar o time à segunda divisão.

    Curtir

    Publicado por jonathan | 26 de maio de 2016, 15:58
    • E encontrar o cofre roubado de dentro da sede azulina, em plena avenida Nazaré, em dia normal.

      Curtir

      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 26 de maio de 2016, 16:16
      • A prioridade é se reerguer financeiramente. Só assim poderá se pensar em ampliar certos espaços. Primeiramente, tem que reformar os que estão abandonados como o Carrossel e o Baenão. O sistema de segurança também é prioridade para que se evite ações de vândalos e assaltos como o que você citou. Caso muito obscuro, por sinal.

        Curtir

        Publicado por jonathan | 26 de maio de 2016, 17:18
      • Atualmente, o setor que tem trabalhado melhor é o de marketing, que conseguiu aumentar consideravelmente o número de sócios-torcedores, abriu lojas e ainda tem um programa de TV.

        Curtir

        Publicado por jonathan | 26 de maio de 2016, 17:23
  4. Parabéns pela iniciativa da diretoria ndo Paysandú pois, o Dr Couceiro merece toda essa homenagem . Parabéns ao Paysandú pela data do primeiro título brasileiro.

    Curtir

    Publicado por Mário Henrique de Oliveira Júnior | 27 de maio de 2016, 09:54
  5. sou testemunha ocular do amor dos Couceiro ao Paysandu desde a mercearia que o sr Armando denominou de ‘papão’ e a dedicação do seu filho e meu querido companheiro de profissão nas décadas de 50/70, Abilio Couceiro jornalista, plubicitario, diretor do clube que contratou ao Vasco o Bené e o Robilota com dinheiro emprestado por um amigo industrial paraense com quem se encontrou casualmente no Rio de Janeiro na ocasião da urgente operação. Os Couceiro são um clã orgulho de todos que privam da amizade e talento dos descendentes do sr Armando Couceiro!

    Curtir

    Publicado por Waterloo Assis II | 27 de maio de 2016, 11:38

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: