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Política

Em nossos dias de intolerância

O Brasil republicano, desde a revolução de 1930, nunca viveu uma democracia tão longa e duradoura quanto a atual. No entanto, a cada dia ela é vítima de milhares de atentados, praticados por aqueles que dela usufruem, mas não parecem dar valor ao que ela lhes possibilita de melhor: a liberdade de expressão.

Carregando consigo como origem ou herdando dos seus anteriores uma pesada tradição de autoritarismo, milhares e milhares de pessoas se manifestam todos os dias com intolerância, agressividade, fanatismo e sem a menor profundidade, defendendo seus dogmas ou atacando violentamente os diferentes de si.

Na vida que já vivi durante pelo menos 60 anos de vida consciente, dos 67 que acumulo, nunca testemunhei tanta agressividade primária, quase animal. No entanto, a maior virtude da democracia é, pelo menos, a tolerância ao distinto, diverso, diferente, oposto, conflitante. O respeito à dignidade da pessoa, mesmo quando ela nos parece tão fraca, precisa ser a base comum em todos os debates, mesmo os mais acalorados.

Os adjetivos infamantes precisam ser substituídos pela argumentação substantiva, que se sujeita à demonstração, à prova dos fatos, ao propósito de esclarecer e enriquecer o conhecimento de todos. Quem sabe mais e demonstração o que sabe é o vencedor, não o que grita mais alto ou aquele que, como num conto de Franz Kafka sobre a academia dos macacos, esfrega com mais força nos artelhos.

Somos seres humanos, não animais. O que nos coloca no topo da evolução é a capacidade de pensar abstratamente, criar símbolos, se emocionar pela sua contemplação ou audição. A melhor linguagem simbólica é a da arte, da filosofia, da literatura, da ciência. Então, por que a desprezamos nas litigâncias políticas? Por que o cidadão deste nosso tempo assustadoramente maravilhoso se deixa engaiolar numa maquininha fantástica e perigosa? Por que se encolhe para caber nesta microscópica caixa de Pandora virtual e digital?

A rede universal de computadores, de recurso auxiliar do processo do conhecimento. Está se tornando a forma unilinear e unilateral de expressão e de conhecimento, seja por suas bases de dados, como o Google, seja pelos diálogos cifrados através das suas já tantas mídias, cada vez mais expansivas na imagem e liliputianas no conteúdo. Nelas, ofender é mais simples e satisfatório do que dialogar e argumentar. Talvez ela seja o símbolo dessa democracia de agressões mantidas por turbas selvagens, ainda quando domesticadas.

Tomo por exemplo a reação que meu artigo sobre a eleição do dia 30 provocou no meu face, administrado pelo amigo Miguel Oliveira. O diálogo ia bem até que a crítica de um conhecido foi recebida e devolvida agressivamente por outro conhecido. Fiquei perplexo, mas não me imobilizei.

Decidi trazer os comentários para este blog, na esperança – mais uma vez – e que sirva de alerta para os que acreditam no humanismo, patrimônio de gerações, registrado em livros, obras de arte e outras formas de expressão da inteligência humana, e os Torquemadas de todos os tempos.

Ah, sim: o título deste artigo, eu o tirei de um livro que reuniu artigos do jornalista e deputado federal (pelo PSD do Espírito Santo) Mário Martins, de pouco antes do golpe militar de 1964. Ele foi um humanista. Seu filho, Franklin Martins, assessor de imprensa de Lula, nem tanto – ou muito pelo contrário.

Ramiro Costa – Meu voto é para o Edmilson! Pior do que está não pode! Sujeito teve 4 anos, o que êle fez p cidade? Essa embromação de BRT, que já se arrasta à vários anos,é em parceria com o governo federal. Cj.onde moro, abandono total. O Edmilson já governou por 8 anos, não importa, pois ele fez alguma coisa pela cidade,só dou um exemplo, a baixada da Gentil, quem conheceu aquela baixada como eu, morei durante 30 anos, quando chovia, o canal da Gentil transbordava aí já viu, até cobra entravam nas casas, hoje, até Ônibus trafegam por la!

João Inácio –Mudar é melhor que se abster. Mudar é a melhor resposta de quem está insatisfeito com o vigente. Independente de partido.

Antonio Ronaldo Camacho Baena – Contestando o seu posicionamento, do qual discordo totalmente, sugiro que dê uma passada na Perimetral e na Estrada Nova, e verá obras em andamento que não podem correr o risco de serem paralisadas Abraços

Domingos Conceição – Tu É idiota eu Moro na Estrada Nova e aqui nã há obra, há enganação seu “puxa saco” de uma merda!!!

Heliana Feitosa – Acho quem deixou o rombo foi o Du…du…

Discussão

14 comentários sobre “Em nossos dias de intolerância

  1. A tela do computador faz com que a covardia se fantasie de coragem. Acho que ao vivo um homem chamaria o outro de idiota por razões associadas à política institucional e aos próprios interesses, mas por outros motivos como, por exemplo, chamar sua atenção para o fato de ele não ter o direito de bater em uma mulher ou ser preconceituoso com um pobre, isso dificilmente acontece. No final a violência, nesses casos, tem mais a ver com vaidade e orgulho retórico do que com justiça, a internet só piorou essa mentalidade do nosso tempo.
    Gosto, entretanto, de uma frase do Brecht na qual ele diz: “Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.” – muitas vezes o discurso das populações minorizadas, que reivindicam justiça social e igualdade, soa violento porque a primeira violência que o gerou é naturalizada.
    Em todos os caso é necessário ter autocrítica. De mim posso falar, prezo pelo diálogo sempre, e embora seja uma pessoa muito indignada com as impunidades do mundo, seria incapaz de ofender um interlocutor para defender minhas idéias.

    Abs,

    Paloma

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    Publicado por pal0 | 5 de outubro de 2016, 11:26
    • Também por exigência profissional, uma das virtudes que mais admito no gênero humano é a tolerância, combinada com cavalheirismo. Do contrário, já teria sido agredido mais do que sou.
      Lembro um episódio exemplar. Eu tinha escrito dois artigos criticando e ironizando um livro do senador Jarbas Passarinho, que era então ministro no regime militar. Umas semanas depois, ele foi fazer uma visita de serviço na instalação do Inamps (INSS) que funcionava na rua Presidente Pernambuco, o Chapeuzinho Vermelho. Abri a porta de um hall e lá estava o ministro, ciceroneado e paparicado por uma plêiade de pessoas. Fechei lentamente a porta e no mesmo ritmo me aproximei do grupo. Parecia uma cena de Matar ou Morrer (ou seria a paródia da chanchada Matar ou Correr?). Estendi a mão para Passarinho, que me olhou nos olhos com expressão dura, mas retribuiu o cumprimento gestualmente e verbalmente. O ambiente se desanuviou e retomamos nossa profícua relação, na qual ainda haveria outros episódios parecidos. Ele nunca me agrediu nem foi indelicado, como foi o prefeito Edmilson Rodrigues em circunstância parecida.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 5 de outubro de 2016, 15:02
      • Passarinho tinha uma preparação intelectual que o Edmilson nunca terá. Podemos até discordar dos atos dele na ditadura, mas que o homem era muito bem preparado, não há como negar.

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        Publicado por José Silva | 5 de outubro de 2016, 20:10
  2. Lúcio,

    Excelente artigo. Bem Popperiano. Creio que a internet não fez crescer a intolerância, apenas despertou a intolerância que já existia nas sociedades.

    Ser tolerante requer resiliência para ver as suas mais queridas idéias criticadas com dados e informações e humildade para usar essas criticas e desenvolver uma visão mais aprimorada do mundo. A tolerância e o pensamento crítico deveriam ser desenvolvidos na escola e na família desde a tenra idade.

    Agora é preciso criar mecanismos de controle dos intolerantes. Não cair na onda deles. Todos os regimes totalitários tiveram a intolerância como base. Por isso é sempre bom lembrar o conselho de Popper: “Se não estivermos preparados para defender a sociedade tolerante contra os ataques agressivos dos intolerantes, então o tolerante será destruído e a tolerância junto com ele”.

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    Publicado por Jose Silva | 5 de outubro de 2016, 11:59
  3. De fato, alguns eleitores de Edmilson têm se mostrado bastante agressivos. Eu, como eleitor de Edmilson também, peço desculpas em nome deles, pois não chegaremos a lugar algum com desavenças. Felizmente, muitos têm optado por destacar o lado positivo do governo Edmilson ao invés de brigar com eleitores de Zenaldo. Eu, agora, faço o mesmo:

    Realizações de Edmilson:

    – PSM do Guamá;
    – Orla do Ver-O-Rio;
    – Orla de Icoaraci;
    – Orla de Mosqueiro;
    – Reforma da Feira do Ver-O-Peso;
    – Ponte sobre o Rio Tucunduba;
    – Saneamento da Rua Augusto Corrêa, no Guamá;
    – Prolongamento da João Paulo II;
    – Praça da cremação;
    – Asfalto no bairro do Guamá;
    – Espaço mestre 70 no Guamá
    – Redução da mortalidade infantil;
    – Projeto família saudável;
    – Projeto turístico “Via dos mercados” (aquele do bonde que foi abandonado)
    – Macrodrenagem da Pedro Miranda – entre Lomas e Dr. Freitas;
    – Aldeia Cabana;
    – Bienal Internacional de Música;
    – Conselho Participativo;
    – Congresso da Cidade;
    – Projeto “Sementes do Amanhã” (que retirava as crianças da área de depósito de lixo dando apoio social, financeiro, educacional e profissional, para toda a família);
    – Escola circo;
    – Banco do povo;
    – Bolsa Família de um salário mínimo;
    – Posto de saúde da Ilha do Mosqueiro;
    – Posto de saúde da Pratinha;
    – Memorial dos Povos;
    – Reordenação do trânsito com a inversão de mãos importantes como a Av. Gov. José Malcher e a Av. Magalhães Barata/Av. Nazaré, valorizando pontos turísticos como a Basílica de Nazaré, a Caixa D’Água de São Brás e o Mercado Municipal;.
    – Macrodrenagem e asfaltamento da Av. Gentil Bittercourt a partir da Rua Deodoro de Mendonça;
    – Macrodrenagem e asfaltamento da Boaventura da Silva entre 3 de maio e José Bonifácio;
    — Macrodrenagem e asfaltamento da Tv. Cipriano Santos;
    – Ciclovia da Almte. Barroso (ninguém, até então, tinha pensado na população que sempre se deslocou de bicicleta para seus locais de trabalho);
    – Salário dos professores do município readequado;
    Tem mais:

    UFS Riacho Doce (Guamá)
    UFS do Combu (ilha do Combu)
    UFS Parque Verde
    UFS Fidelis (Outeiro)
    UFS Fama (Outeiro )
    UFS Aeroporto (Mosqueiro)
    UFS Sucurijuquara (Mosqueiro)

    Todas as unidades acima foram construídas, e ele criou outros serviços como as Casas de Atenção à Saude:
    CASA do Idoso
    CASA Mental do Adulto
    CASA Mental da Criança
    CASA Álcool e Drogas
    CASA de Endemias
    CASA Bucal
    CASA da Mulher
    CASA DIA (portadores de HIV)

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    Publicado por jonathan | 5 de outubro de 2016, 14:55
    • Está aí o bom índice onomástico preparado pelo Jonathan. Peço que os analistas apreciem cada item, partindo da intenção, da sua execução e do que ficou dessas iniciativas.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 5 de outubro de 2016, 15:15
      • Lembrando que não foi preparado por mim. Reitirei de grupos apoiadores de Edmilson.

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        Publicado por jonathan | 5 de outubro de 2016, 15:18
      • A lista é grande. Precisamos ver o que ficou e o que foi abandonado. Depois precisamos ver como os vários itens desta lista ajudaram a resolver os problemas sociais que a sociedade enfrentava no período. Como falei antes, o ranking da qualidade de vida de Belém caiu durante a gestão do Edmilson. O IDH subiu, mas nas outras cidades o IDH cresceu muito mais. Tudo indica que a lista de realizações, apesar de grande, produziu poucos resultados sistêmicos e de grande impacto para toda a cidade.

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        Publicado por Jose Silva | 5 de outubro de 2016, 17:44
    • Todos os que passaram pelo Palácio Antônio Lemos nas últimas décadas deixaram um legado, com pontos positivos e negativos (embora estes tenham sido preponderantes). Em resposta aos pontos que elencastes, já vi pelas redes sociais os “feitos” do atual prefeito, onde seu defensores apontam que, em metade do tempo, ele fez mais, e olha que nem ousaram listar os feitos do “prefeito oftalmologista”, por talvez não encontrarem nada de relevante. Enfim, essa disputa de “quem-fez-mais-que-quem” não impediu que Belém ficasse em antepenúltimo lugar no ranking de bem-estar urbano entre as capitais brasileiras. Isso não merece uma reflexão?

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      Publicado por Jaime Lopes | 6 de outubro de 2016, 16:30
      • Sinceramente, gostaria de olhar o que dizem que Zenaldo fez. Eu poderia colocar a administração de Zenaldo em um saco e espremer, sacudir e revirar, mas mesmo assim não encontraria quase nada de positivo. No âmbito dos aspectos negativos, Zenaldo supera Edmilson. Só o incêndio no HPSM, o atraso absurdo com o BRT e o caos no Pronto-Socorro já são suficientes para invalidar a gestão do tucano.

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        Publicado por jonathan | 7 de outubro de 2016, 14:40
  4. Jonathan ,

    Como eu trabalho no Campus do Guamá , atravesso quase todos os dias a ponte de pedestre sobre o Tucunduba na Cidade Universitária , e já tive a minha bicicleta roubada anos atrás na Terra-Firme profunda , quando voltava de um passeio no Campus num dia de domingo , quero pedir um destaque para refletir criticamente sobre a obra ” Ponte sobre o Rio Tucunduba ” . Mais tarde pois tô saindo para a UFPA . Até mais ou até amanhã dependendo da disponibilidade de tempo (rs) porque a conversa é longa .

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    Publicado por Marly Silva | 5 de outubro de 2016, 15:33
  5. Escrevi o texto abaixo, na tentativa de poder conversar com pessoas próximas a mim com as quais não conseguia conversar.

    Resolvi publicar

    LULA É O CENTRO DO UNIVERSO

    Que seja para os petistas não causa espanto.
    Espantoso é ele ser para os seus desafetos.
    Muitas vezes tento falar em outra coisa fora dessa pendenga, propor outra visão, outra linha de atuação, mas feito disco velho furado, o assunto engata em torno de Lula.
    Isso porque ele é um “defunto pobre” como já me foi dito. Imagina se não fosse.
    Eu procuro manter o equilíbrio e analisa-lo por seus erros e acertos (Ah sim! Desculpem, não se pode falar em acertos), sem destilar ódios, que até tenho motivos para tê-los.

    É uma relação esquizóide que parece fugir do campo da política. Deve ter explicação na sociologia ou na psicologia.
    Isso me leva a pensar no que disse a tresloucada filósofa petista, Marilena Chauí, sobre a classe média brasileira.
    Se eu pudesse dar um conselho, eu diria pra muita gente que procurasse análise. É, aquela do divã mesmo!

    Essa relação não pode ser normal.
    Em nome do ódio e da destruição a Lula, se faz aliança com o que há de mais execrável e é tolerado o intolerável.
    Já me disseram que é porque Lula roubou muito. Muito mais que todos os outros.

    Quem mediu? Quem contabilizou?

    E quem roubou menos merece tolerância e simpatia?

    Desculpe novamente. Pra mim o argumento não bate. Insisto com a análise. Deve ter algo subterrâneo aí. Não pode ser sadio.
    Lula é uma obsessão. É o Encouraçado Bismarck para muita gente no Brasil. Não sei se para “a elite” como é dito, mas é.
    Não será porque é o bode perfeito, a expiar todos nossos pecados? Frustrações, omissões, conveniências e conivências?
    Creio que essa exacerbação não seja boa para justiça nem para a democracia, que não abrem mão de isenção, da serenidade nem de equilíbrio.

    Que Lula seja processado e julgado pela justiça e não pela santa inquisição.

    O Brasil deveria ter coisa muito mais importante a debater, que só caçar (com “ç” mesmo) e destruir o símbolo Lula.
    Parece não haver escuta nem racionalidade fora dessa pendenga pobre.

    Por exemplo, não vejo qualquer movimento para se entender do porque que o Brasil chegou onde chegou, inclusive a Lula.

    Ou ainda, por que a credibilidade entre pessoas e entre instituições anda tão baixa no Brasil e o que fazer para melhorá-la, para que seja possível um entendimento mínimo em torno de ideias.

    Ou mesmo, como será o Brasil pós Lula e pós o PT.

    Deve ser porque, temos a certeza de que o Brasil será muito melhor.

    A não ser que de fato, ele Lula, encerre todas nossas agruras, defeitos e desgraças.

    Aí quem estaria precisando de análise seria eu.

    Quem sabe?

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    Publicado por Alonso Lins | 5 de outubro de 2016, 15:46
  6. Lúcio, toda essa agressividade pode ser explicada de várias formas: falta de inteligência emocional, falta de conhecimento para contrapor um argumento, falta de compostura, de apreço ao debate, superego, e, claro, falta de educação. Sempre termina de forma tensa. Ninguém está livre disso, dadas as paixões entrelaçadas com o ego e a capacidade argumentativa de cada um de nós, a compreensão que cada um de nós tem dos fatos da vida.
    Tens realmente sido uma vítima desse tipo de comportamento (já sofreste, inclusive, agressão física pela falta de argumento, e inúmeros processos judiciais nesse sentido), porque tens a capacidade de por tuas ideias com bons argumentos, sem ofensa, demonstrando claramente as evidências da ideia que queres fazer prevalecer em teus textos. E isso é muito raro.
    Assim sendo, dada a diversidade de teus leitores, fica difícil para alguns deles contra-argumentarem e mostrarem a falta de lógica de teus pensamentos, de teus textos. Resultado: irritação. Uma explosão do ego, pois é muito difícil aceitar o ridículo, reconhecer-se ridículo na autoimagem. Quando uma conversa chega a esse ponto, acaba o debate e começa o ego de alguém. E nada mais se prova a não ser o próprio ego. Todos somos assim, cada qual ao seu próprio limite. Observamos aqui, portanto, as provas dos limites entre dois extremos, o da inteligência e o da falta dela.

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    Publicado por Frederico Guerreiro | 5 de outubro de 2016, 16:20

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