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Justiça, Política

Personagem nas sombras

Sob o título “O JBS e Meirelles: coincidência?”, escrevi, no dia 6 de março, o artigo que reproduzo em função da nova conjuntura, que lhe aumenta a relevância.

O BNDES, segundo maior acionista do grupo JBS, que é o maior produtor de carne do mundo, foi notificado e solicitado a se posicionar contra ou a favor dos atos de administração praticados para favorecer empresas da família controladora do grupo, a Batista Sobrinho.  A interpelação é promovida pelo produtor rural Gileno Alves Soares.

Os administradores do grupo são acusados de favorecer seu próprio banco, o Banco JBS, hoje Banco Original, utilizando recursos da empresa de capital aberto para alavancar os negócios do Original e da JBS Negócios Agropecuários.

A interpelação indaga à presidência do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social se apoia os atos da família controladora do JBS ou se adotará medidas para afastar o controlador da administração do frigorífico.

A Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central deverão analisar a denúncia, de que o JBS não pode realizar negócios em benefício de seus controladores, por possuir milhares de acionistas que compraram ações na Bolsa de Valores de São Paulo.

A interpelação aponta para coincidências provocativas. Diz que quando os fatos foram denunciados, o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, era presidente do Banco Central. A ele foi submetido o questionamento de que houve um irregularidade na criação do Banco Original: seu primeiro presidente, Geraldo Dontal, era réu no processo do mensalão, não preenchendo, assim, a condição legal da “reputação ilibada”.

Além disso, uma companhia de capital aberto, que é o maior frigorífico do mundo, não poderia ser utilizada para alavancar um banco particular da família controladora do grupo JBS.

Após sair da presidência do Banco Central, Meirelles, “sem dar notícias de haver punido publicamente o Banco JBS, veio a presidir a empresa que é dona do Original e controla o Frigorífico JBS”, observa a denúncia. Agora que a questão chega ao BNDES, “novamente está sob o poder de Henrique Meireles, o mais influente ministro da área econômica do governo”.

“A reação do BNDES à interpelação será fundamental para eliminar teorias conspiratórias”, conjectura o advogado Nacir Sales em um comunicado à imprensa. “Resta saber se serão adotadas medidas para que os ativos do BNDES jamais voltem a ser usados em benefício de uma única empresa e família, por coincidência, a anterior empregadora do ministro”, acrescenta ele.

Discussão

4 comentários sobre “Personagem nas sombras

  1. Novamente, a chave para descobrir o efeito negativo da L.U.L.A sobre a economia brasileira está no BNDES. Até o momento a instituição não foi investigada tal como devia. Possivelmente, porque isso é uma nova etapa da LJ ou de uma nova LJ. Os impactos serão terríveis..

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    Publicado por José Silva | 18 de maio de 2017, 10:09
  2. Antes o Lúcio falava que a caixa preta era a Petrobras, parece que essa foi aberta. De uns tempos pra é o dinheiro do BNDES, que não sabemos exatamento pra onde e como está sendo usado, ou temos uma noção. Aberta essa caixa, saberemos como fortunas foram feitas do dia pra noite.Só temos essas informações por causa do Jornal Pessoal e agora desse blog. Porque os dois outros jornalecos, não passam de papel de embrulho.

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    Publicado por Everaldo | 18 de maio de 2017, 10:31
  3. Sugestão: chapa quente com CERPA geladíssima, garçom?

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    Publicado por Luiz Mário | 18 de maio de 2017, 18:10

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