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Desmatamento, Ecologia, Extrativismo, Fronteira, Governo

Bolsonaro denunciado na ONU

(Fonte: jornal português Público)

Petição com um milhão de subscritores exige investigação do Tribunal Penal Internacional a Bolsonaro

Desde 2019 já foram apresentadas quatro queixas ao tribunal de Haia sobre crimes ambientais na Amazónia que implicam o Presidente brasileiro.

Uma petição com mais de um milhão de assinaturas recolhidas em todo o mundo tem por objetivo aumentar a pressão para que o Tribunal Penal Internacional (TPI) abra uma investigação formal a alegados crimes ambientais cometidos pelo Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, ligados ao aumento acentuado da desflorestação da Amazónia.

Os autores da petição, com o título “O planeta contra Bolsonaro”, recordam que já foram apresentadas quatro queixas contra o Presidente brasileiro por causa de falhas no combate à desflorestação ilegal na Amazônia, mas o TPI ainda não respondeu. Por isso, os subscritores deixam um apelo direto ao procurador Karim Khan para que “inicie uma investigação preliminar às várias queixas apresentadas contra Jair Bolsonaro e a sua Administração, uma vez que todas elas mostravam provas meticulosas sobre a urgência extrema e o impacto global da destruição ambiental e das violações de direitos humanos cometidas por Bolsonaro e pela sua Administração”.

Os promotores da petição admitem que a atenção do tribunal que investiga e julga crimes contra a humanidade esteja concentrada atualmente na invasão russa da Ucrânia. Porém, “sem desmerecer quão crucial é esta investigação, isso não deve impedir o gabinete de acusação [do TPI] de abrir e conduzir outras investigações igualmente urgentes e essenciais para a comunidade internacional”, diz o advogado William Bourdon, que representa as comunidades indígenas numa das queixas apresentadas.

Desde que Bolsonaro chegou à presidência, em 2019, a desflorestação na Amazónia tem batido recordes de décadas. A comunidade científica acredita que a destruição da floresta tropical tem efeitos determinantes na capacidade de captação de dióxido de carbono, o que pode acelerar de forma dramática o aquecimento global, tendo em conta a dimensão da Amazónia na escala global.

A carta cita estudos que concluem que a desflorestação mundial contribui com cerca de 20% das emissões de dióxido carbono do planeta, o que equivale a um valor 1,5 vezes superior às emissões dos sistemas de transporte aéreo, rodoviário, ferroviário e marítimo de todo o mundo. Na cimeira do clima de Glasgow, a COP26, realizada no ano passado, o Brasil comprometeu-se a travar a desflorestação na Amazônia, mas os dados mostram que a destruição continua.

Em Abril, a Amazônia perdeu mais de mil quilómetros quadrados de floresta, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o que representa um recorde para este mês, que tradicionalmente se enquadra no período de chuvas e que, por isso, deveria apresentar números de desflorestação mais reduzidos. As organizações ambientalistas acusam o Governo de Bolsonaro de presidir a um dos maiores desinvestimentos na área da proteção ambiental, ao mesmo tempo que promove a exploração de áreas sensíveis na Amazónia.

O Presidente brasileiro também é conhecido por desvalorizar o papel das comunidades indígenas na defesa da biosfera e o seu Governo tem travado vários processos de demarcação de terras para atribuir terrenos a estes povos, tal como é previsto pela Constituição. Os organizadores da carta enviada ao TPI alertam também para a aproximação das eleições presidenciais, marcadas para Outubro, nas quais Bolsonaro procura ser reeleito. “Um segundo mandato da sua Administração teria enormes consequências para a humanidade em todo o planeta”, afirmam

Discussão

Um comentário sobre “Bolsonaro denunciado na ONU

  1. Bozonaro: linguajar e comportamento do baixo meretrício e da esgotosfera da criminalidade.

    MiJair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, é capaz dos mais grotescos gestos, dos mais sórdidos atos e das mais infames palavras, já que cérebro e coração, se é que tem, são constituídos do mais puro e denso amálgama fecal. Absolutamente nada do que diz e faz caminha no sentido da construção e dos bons sentimentos; apenas no da destruição e do ódio.

    O amigão do Queiroz já disse preferir “um filho morto a um filho gay”. Você, que acredita ser algo assim próprio da liberdade de expressão, eu pergunto: e se o filho gay fosse seu? Ele também já disse lamentar a não extinção dos índios brasileiros. Se você, que tá lendo isto, fosse índio (a), ou descendente, o que sentiria a respeito?

    Em 2018, durante a campanha, em uma “palestra” no clube A Hebraica, no Rio de Janeiro, o devoto da cloroquina comparou quilombolas a gado – pesados em arrobas -, e disse que “muitos” deles nem para reproduzir servem mais’. Se tivesse falado isso no baixo meretrício de onde veio, ou até mesmo com sua turma miliciana, já seria repugnante. Em uma plateia de judeus, é ainda pior e mais grotesco, já que muitos de seus antepassados, parentes e compatriotas foram vítimas do alter-ego nazista ( Hitler) do Coiso. Bem que o patriarca do clã das rachadinhas chegou a ser denunciado por racismo, o que poderia tirar ele da wleição em 2018, mas a denúncia não prosperou no STF – que novidade, né? – sendo rejeitada pelo voto de desempate de Alexandre de Moraes. Sabem como é: o Xandão só “se coça” quando a treta é com ele; os negros que se lasquem! Aliás, os judeus também não viram nada de mais nas ofensas. Seus parentes, antepassados e compatriotas mortos pelo nazismo devm estar se revirando no túmulo.

    Como reza o dito popular, “onde passa um boi, passa uma boiada”. Pois bem. Eis que o “mito”, homem de bem, honesto, defensor dos bons costumes e cristão, voltou a incorrer no crime que não é considerado crime pelo ministro brancão da Silva. Ultimamente, o biroliro voltou a ridicularizar um rapaz negro, apoiadot seu, dizendo que ele pesa mais do que 7 arrobas – e “sacaneou” também a decisão anterior do Supremo.

    O que este abjeto, travestido de (des)presidente da República, faz no exercício e com o decoro do cargo, incluindo os motivos que levaram esse bilontra a ser denunciado na ONU, já seria motivo de impeachment e responsabilização criminal imediatos, em qualquer republiqueta menos bananeira que o Brasil, ou, parafraseando de Gaulle, em qualquer país sério. Por aqui, infelizmente, como diria o Magalhães Barata, lei é potoca, é pra inglês ver enão apenas não resulta em nada, como ainda rende apoio, votos e gargalhadas, inclusive da própria vítima.

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    Publicado por Igor | 20 de maio de 2022, 12:31

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